A alma NÃO É imortal!, Série "A Condição Humana após a Morte"

A Parábola do Rico e Lázaro… Parábola, mesmo, ou um fato?

SÉRIE DE ESTUDOS:
A Condição Humana após a Morte

Dentre alguns textos que, ao longo dos séculos, têm gerado um falso suporte para embasar e entendimento de que almas passeiam livres e atuantes após a morte, precisamos citar o texto de Lucas 16:19-31(o rico e Lázaro), que talvez seja o mais importante deles todos. A partir do aprofundamento e entendimento correto dessa passagem, da sua finalidade e significado, veremos que a Escritura é clara e não se contradiz nunca!

Talvez a chave para a formação do equívoco em torno do texto de Lucas 16:19-31, que analisaremos a seguir, resida no fato de que parte dos estudiosos sobre o assunto crêem tratar-se de um fato real narrado pelo Messias e não, uma parábola. Mas, o que Jesus narra sobre o rico e Lázaro é uma parábola ou um fato real? É o que veremos a seguir.

O que é uma parábola?

Nos Evangelhos, uma parábola é uma narrativa sempre colocada ao lado de uma certa verdade espiritual para fins de comparação. As parábolas do Mestre foram baseadas geralmente sobre experiências comuns da vida familiar cotidiana de Seus ouvintes, e freqüentemente sobre incidentes específicos que recentemente tinham ocorrido ou que eles podiam estar vivendo, no momento. A narrativa em si era, geralmente simples e resumida, e sua conclusão, normalmente, muito óbvia, de modo a não permitir dúvidas e, colocada lado a lado de uma verdade espiritual, era designada para ilustrar. A parábola, assim, tornava-se uma ferramenta pela qual os ouvintes podiam vir a compreender e apreciar a verdade. Desse modo, o Messias encontrava as pessoas onde elas estavam e, por uma agradável e familiar vereda, conduzia os seus pensamentos para onde pretendia dirigir-lhes.

Ao longo de sua narrativa, a Bíblia nos revela alguns diálogos inusitados! Vejamos:

Em Juízes 9:8-15, encontramos árvores envolvidas em um processo eleitoral para a escolha de um rei! Em II Reis 14:9, diálogo parecido ocorre entre um cardo e um cedro. Claro que o rei Joás não estava delirando. Trata-se de mais uma ilustração para se transmitir uma verdade!

Agora, veja os textos a seguir:

Gênesis 3:1-5“Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?”.

Números 22:28-30“Então o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?”.

Apocalipse 8:13“E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra, por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar. Na versão revista e atualizada lemos o seguinte: Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz..”..

Os casos acima são reais ou são fictícios? A águia do Apocalipse, na verdade, é um anjo (confira outras traduções)! A jumenta falou quando o Criador abriu a sua boca para alertar a Balaão. Também é lógico crer que o mesmo Deus que pode suscitar filhos a Abraão a partir de pedras (Mateus 3:9), e que criou a jumenta também é poderoso para fazê-la falar. E quanto à serpente? João nos explica que a serpente tão-somente foi usada como canal. Quem falava, na realidade, era Satanás. Confira no texto: Apocalipse 20:2 – “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos”.

E quando os mortos falam? A bíblia diz que as almas e até o sangue dos mortos clamam!

Gênesis 4:10E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

Apocalipse 6:9-11“E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.” (Esse texto tem sido também interpretado equivocadamente, do qual também trataremos mais adiante).

A diferença entre as duas situações é que o sangue de Abel clamava da terra e as almas clamavam debaixo do altar. A semelhança é que em ambos os casos, uma voz é ouvida: voz de quem já morreu! Como os mortos só podem falar em estórias de terror ou em filmes de ficção, deduzimos que os casos citados acima tratam-se, tão somente de PARÁBOLAS!

Pelo Dicionário Aurélio, o termo Parábola significa: “1- Narração alegórica, na qual um conjunto de elementos evoca outra realidade de ordem superior. 2- História curta com analogias para contar verdades espirituais. 3- Uma narrativa em que pessoas e fatos correspondem a verdades morais e espirituais.”

A palavra inglesa “parábola” vem do grego parabolé, cujo equivalente hebraico é masal, significando: “uma justaposição, uma comparação, uma ilustração, um provérbio”. Em uma inflexão verbal, o termo significa “ordenar as coisas, uma ao lado da outra, ou seja, por comparação”. Por estas definições concluímos que, em uma parábola, lança-se mão de uma “ilustração alegórica” para exprimir uma verdade paralela, ou seja, um significado fora da própria ilustração.

Por todas as informações citadas acima, podemos afirmar categoricamente que, o relato do rico e Lázaro é uma parábola!

Um detalhe importante é que o Messias contou essa estória dentro de uma seqüência de parábolas: a do filho pródigo, a do administrador infiel e, na sequência, a parábola do rico e Lázaro. Por que este único relato não o seria, como afirmam alguns amados?

Com base nas melhores regras de interpretação de texto, podemos afirmar com segurança que, se no mesmo bloco de assunto (perícope de Lucas 15:3 a 17:10) há uma sequência ininterrupta de parábolas, fica evidente que a do rico e Lázaro também o é!

Em vista do fato fundamental de que uma parábola é dada para ilustrar a verdade, e geralmente uma verdade particular, nenhuma doutrina pode ser baseada sobre detalhes incidentais de uma parábola.

Esta parábola, em particular, é a mais comentada do evangelho de Lucas, devido ao fato de gerar controvérsia e ser mal compreendida pela Igreja de Jesus. Muitos têm afirmado que este relato de Cristo não é uma parábola, também pelo fato d’Ele não a ter mencionado como tal. Esta declaração é improcedente, já que há outras parábolas aceitas como parábolas, sem que Jesus as mencionasse como pertencendo a este gênero literário. Porém, de acordo com o Manuscrito D, que é o Código de Beza, esta parte do evangelho de Lucas trata-se de uma parábola.

Além disso, o fato do Mestre ter dado nomes aos personagens não indica que os mesmos existiram e que o relato seja literal. “Sendo uma alegoria, os personagens não podem ser reais, por isso cremos, que nem o rico nem lázaro existiram. Se a declaração fosse real, nela haveriam idéias pagãs, conceitos de tradição talmúdica e metáforas judaicas”. – Pedro Apolinário, Leia e Compreenda Melhor a Bíblia. Agosto de 1985. 2ª Edição Ampliada, pág. 219.

Vejamos as opiniões de outros estudiosos acerca do texto bíblico de Lucas 16:19-31:

Russell P. Shedd, em nota de rodapé, nos diz que esta parábola “não deve ser interpretada como fonte de informação sobre a vida no além” – Bíblia Shedd, página 1461, nota de estudo de Lucas 16:20 – Edições Vida Nova e Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo e Brasília/1997.

“Não há, na parábola, o propósito de dar informações acerca do mundo invisível. Nela é mantida a idéia geral de que a glória e a miséria depois da morte são determinadas pela conduta do homem antes da morte; mas os pormenores da história são extraídos das crenças judaicas relacionadas com a situação de almas no Sheol, e devem ser entendidas em conformidade com essas crenças. As condições dos corpos dos personagens são atribuídas a almas a fim de nos permitir compreender o enredo da narrativa.” – Rev. Alfred Plummer, Critical and Exegetical Commentary on the Gospel According St. Luke – New York – Scribners – 1920, pág. 393.

“Não há evidência clara de que os judeus, nos dias de Jesus, cressem num estado intermediário e, é inseguro ver nesta expressão [seio de Abraão] uma referência a tal crença.” – Sailer Mathews, art. “Seio de Abraão”, Dictionary of the Bible, James Hastings, pág. 6.

Smith, em seu conhecido dicionário bíblico, conclui: “É impossível firmar a prova de uma importante doutrina teológica numa passagem que reconhecidamente é abundante em metáforas judaicas.” – Dr. William Smith, Dictionary of the Bible, vol. 2, pág. 1038.

Edershein, em seu livro “Life and Times of Jesus, the Messiah”, afirma, categoricamente, que a doutrina da vida além da morte não pode ser extraída desta parábola.

O estudioso Charles B. Ives pondera: “Não se admite, como pretendem muitos, que o seio de Abraão seja uma expressão figurativa da mais elevada felicidade celestial, pois o próprio Abraão em pessoa aparece na cena. Se, pois, ele próprio se acha presente numa cena literal, é incorreto usar seu seio, ao mesmo tempo, em sentido figurativo. Se seu seio é figurado, então o próprio Abraão também o é, e também a narrativa inteira” – Charles B. Ives, The Bible Doctrine of the Soul, 1877, págs. 54 e 55.

“Jesus serve-se da concepção e crença comuns de Seu povo, a respeito de um estado intermediário entre a morte e a ressurreição final para, num diálogo sublime e simbólico mantido no mundo invisível entre Abraão e o rico…” – Sátilas Amaral Camargo, Ensinos de Jesus Através de Suas Parábolas, pág. 165.

Conforme exposto pelo Professor Pedro Apolinário, “Bloomfield declarou com segurança: ‘Os melhores comentadores, tanto antigos como modernos, com razão, consideram-na uma parábola’”.

O relato de Lucas 16, quando examinado pormenorizadamente, evidencia claramente que o mesmo trata-se de uma parábola; caso fosse literal, muitos absurdos (como um “espírito” pode sentir sede? O “céu” e o “inferno” são tão próximos a ponto de os mortos poderem conversar? Por que Abraão é o intercessor, e não o Messias? Por que Deus não está presente no céu? etc) teriam de ser aceitos como doutrina e muitas perguntas ficariam sem resposta.

Qual o público alvo dessa parábola?

Para evitar equívocos de interpretação, talvez nos falte o hábito de, ao ler uma passagem bíblica, perguntar a quê público se destina tal escrito! Diante do texto de Lucas 16:19-31, sobre o rico e Lázaro, esse exercício seria de muitíssima valia, pois ao descobrirmos a resposta, entenderíamos mais facilmente qual o objetivo de Jesus ter contado essa parábola!

Acerca do pouco que se sabe e quanto às circunstâncias que rodearam a apresentação desta parábola, fica evidente o fato de que a mesma foi dirigida especialmente aos fariseus (Lc 15:2, 16:14), mas também aos discípulos (16:1), aos publicanos e aos pecadores (15:1), e finalmente ao grande público que também o acompanhava (Lucas 12:1, 14:25).

Os fariseus, termo que significa “separados”, era a seita mais severa da religião judaica, segundo Atos 26:5. Foi uma seita criada no período anterior à guerra dos macabeus, com o fim de oferecer resistência ao espírito helênico que se havia manifestado entre o povo judeu, tendente a adotar os costumes da Grécia.

Os fariseus sustentavam a doutrina da predestinação, que consideravam em harmonia com o livre arbítrio. Criam na imortalidade da alma, que haveria de reencarnar-se, e também na existência do espírito; criam nas recompensas e castigos na vida futura, de acordo com o modo de viver neste mundo, que as almas dos ímpios eram lançadas em prisão eterna, enquanto que as dos justos, revivendo, iam habitar em outros corpos.

Os fariseus eram estritos e fanáticos conservadores bíblicos, e como escribas, difundiam ensinos exagerados que circundavam a lei e às observâncias legalistas. O historiador Flávio Josefo, que também era fariseu, diz que eles não somente aceitavam a lei de Moisés interpretando-a com exagerada diligência, como também haviam ensinado ao povo mais práticas de que seus antecessores, que não estavam escritos na lei de Moisés. Conseqüentemente, esta crença tornou-se hereditária, professada por homens de caráter muito inferior ao conteúdo de sua mensagem.

Entendendo a parábola

Ao contar essa parábola, fica a suposição de que o Mestre queria dizer que os homens bons e maus recebiam suas recompensas imediatamente após a morte; porém, esse entendimento contradiz não só um princípio básico de interpretação, segundo já foi visto, de que cada parábola tem o propósito de ensinar uma verdade fundamental, mas também se choca frontalmente com o que a bíblia diz sobre o pós-morte.

Na verdade, nesta parábola, o Messias não estava tratando do estado do homem na morte, nem do tempo quando se darão as recompensas. Além disso, interpretar que esta parábola ensina que os homens recebem sua recompensa imediatamente após a morte, é contradizer claramente o que a bíblia apresenta como um todo, pois o sentido de cada parábola deve ser analisado a partir do contexto geral da bíblia, por exemplo, Lucas 14:14, que diz: “E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos”.

Se um texto diz que não há recompensa no momento da morte, mas somente na ressurreição dos justos, não pode haver outro(no caso, a parábola do rico e Lázaro), que diga o contrário. Leia também Mateus 16:27, 25:31-40, I Coríntios 15:51-55, Apocalipse 22:12, dentre outros textos vistos anteriormente.

Nesta parábola, Jesus estava fazendo uma clara distinção entre a vida presente e a futura, pretendendo através desta relação, mostrar que a salvação do judeu-fariseu, ou de qualquer homem, seria individual e não coletiva, como criam.

A parábola do rico e Lázaro tem o propósito de ensinar que o destino futuro fica determinado pelo modo que o homem aproveita as oportunidades nesta vida, em conexão com o contexto da parábola anterior, do administrador infiel: “Se, pois, não vos tornardes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza?” (Lc 16:11).

Sendo assim, compreende-se que os fariseus não administravam suas riquezas de acordo com a vontade divina, e por isso estavam arriscando seu futuro, perdendo a vida eterna. Portanto, fica estabelecido que interpretar a parábola do rico e Lázaro de forma literal, resultaria em ir contra os próprios princípios encontrados nas escrituras, como comenta Chaij: “Fosse essa história uma narrativa real, enfrentaríamos, o absurdo de ter que admitir ser o ‘seio de Abraão’ o lugar onde os justos desfrutarão o gozo, e que os ímpios podem se ver e falar uns com os outros”.

Na Bíblia, não encontramos um lugar de descanso referindo-se como seio de Abraão. Mas, segundo Josefo, os judeus do tempo de Jesus criam numa fábula muito semelhante à dada pelo Mestre. Obviamente, não se pode deixar de reconhecer a íntima semelhança entre a fábula judaica e a parábola do rico e Lázaro. Por isso, os Judeus daquele tempo costumavam chamar o lugar dos justos de “seio de Abraão”, uma afirmativa que não é bíblica.

A Aplicação da Parábola

As lições apresentadas nesta parábola são claras e convincentes, porém, vale enfatizar que os justos ou injustos receberão suas recompensas somente no dia da ressurreição (Jó 14:12-15, 20 e 21, Salmos 6:5, 115:17, Eclesiastes 9:3-6 e Isaías 38:18).

A Bíblia não descreve um céu onde os justos são vistos pelos ímpios e nem um inferno de onde os perversos contemplam os justos e com eles mantém conversação. Na verdade, esta parábola traça um contraste entre o rico que não confiava em Deus e o pobre que nele depositava confiança. Os Judeus criam ser a riqueza um sinal das bênçãos de Deus, pelo fato de serem descendentes de Abraão, e a pobreza indício do Seu desagrado para com os ímpios. Eles depositavam suas esperanças no fato de serem descendentes de Abraão e que, por ele ser seu progenitor, salvaria toda a sua semente.

Com a parábola, Jesus mostrou que o problema não estava no fato do homem ser rico, mas sim por ser egoísta. A má administração dos bens concedidos por Deus havia afastado os fariseus e os judeus da verdadeira riqueza, que é a vida eterna, esquecendo-se do segundo objetivo que se encerra na lei de Deus: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39).

A Bíblia declara que todos os homens serão julgados, seja na primeira ou na segunda ressurreição, e o tempo de receber a salvação é hoje! (Eclesiastes 12:14; Isaías 1:26-28; Jeremias 33:15).

A aplicação mais relevante desta parábola reside na metodologia do Messias em levar a mensagem do evangelho do reino. Cristo usou a crença dos fariseus, para lhes ensinar uma verdade fundamental, que significa a oportunidade de restauração que existe enquanto o homem vive. O que hoje é, aparentemente um problema ao se tentar interpretar a parábola, foi a solução para ensinar a verdadeira mensagem àqueles homens. O Mestre, em Lucas 16:19-31, não estava interessado em provar o que era errado e sim o que era certo, pois Ele é a Verdade; Cristo estava mais preocupado em mostrar a verdade, na linguagem daqueles homens, quebrando paradigmas, conceitos e preconceitos.

“Quem tem ouvidos para ouvir, OUÇA..”

Próximo artigo: “Moisés, Enoque e Elias: Onde eles estão agora?”

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Leia os outros artigos desta série:

O que diz a Bíblia sobre o estado do homem após a morte?
A alma pode viver independente do corpo! Ensino pagão ou bíblico?
Não somos divididos em partes!
Temos mesmo uma alma imortal?

26 Comments

  1. Sávio

    Parábolas não eram inventadas, se eu afirmo que são, digo que Jesus era apenas um contador de historias criadas da sua imaginação, e não o arquiteto do universo, mas se reconhecemos que ele é o onipresente e está em todo lugar, temos um pensamento diferente quanto as parábolas:
    Mateus 13
    ’34 Jesus falou todas estas coisas à multidão por parábolas. Nada lhes dizia sem usar alguma parábola,
    35 cumprindo-se, assim, o que fora dito pelo profeta:
    “Abrirei minha boca
    em parábolas,
    proclamarei coisas ocultas
    desde a criação do mundo”.’

    Repare “proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo,”
    Acredito que todas as coisas relatadas nas parábolas realmente ocorreram, em um outro espaço ou tempo, que não cabiam ao povo o conhecimento.

    Abraço!

  2. Sinto informar que a passagem do Rico e Lázaro, não é parábola, pois em parábolas não se usa nomes de pessoas, e sim algo simbólico. Podem verificar todas as parábolas, e nenhuma delas citam nomes de pessoas, nessa acima o nome de Lázaro é citado, deixando claro que querem tornar algo real em parábola, isso não é verdade. Parábolas são utilizadas com conteúdo fictício, em que o simbólico abrange o que quer ser dito, sem citar o nome da pessoa.

    • Evangelho Perdido

      Olá, Luiz!
      Pelo que estou percebendo, você ainda não leu o artigo “Você crê no inferno baseado na parábola do Rico e Lázaro?”.. Faça isso agora, então. Pode esclarecer ainda mais o assunto para você.
      http://www.evangelhoperdido.com.br/voce-cre-no-inferno-baseado-na-parabola-do-rico-e-lazaro/

      Um abraço carinhoso.

    • Alessandro

      Eu acredidito que a parabola é uma comparação criada apartir de um tema escolhido, e também entendo que o autor da parabola é a é quem decide se vai ou não dar nomes aos personagens.(dar nome ou não fica a critério do autor.)

  3. samara

    Se não existe um tormento imediato aqueles que foram ímpios antes da morte, porque, então, há relatos de irmãos que foram arrebatados ao inferno e viram pessoas lá, sendo atormentadas?

    • Evangelho Perdido

      Olá, irmã Samara!

      Creio que homens e mulheres que andam de verdade com o Pai podem ter tido ou viver uma experiência de ir ao terceiro céu e paraíso, como aconteceu com o apóstolo Paulo. Mas isso reforça que nós temos uma alma separada do nosso corpo e imortal? Não. Não é nos dito que Paulo foi na forma de uma “alma imortal” para o Paraíso. Ele afirma que foi “no corpo ou fora dele”; e não “no corpo ou na alma”. Em toda a citação deste acontecimento não há qualquer citação de alma-psiquê ou de espírito-pneuma, mas apenas de corpo-soma. Paulo não queria confundir os seus leitores e, por isso, nem sequer faz qualquer menção de “alma” ou “espírito” em tal experiência.

      Estar fora do corpo não significa, na visão holista paulina, estar na forma de um espírito descorpóreo (se fosse assim então ele faria menção da possibilidade de partida da alma na experiência, o que não é nos dito). Significa apenas que ele poderia estar fisicamente no Paraíso (“no corpo”), ou tendo um quadro mental do Paraíso (“fora” do corpo). Isso explica o porquê de Paulo falar claramente em “visões e revelações” no verso 1, porque ele sabia da possibilidade daquilo ter se tratado apenas de uma visão, o que não é algo real em si mesmo (cf. At.12:9).

      Neste caso, não seria o seu próprio corpo que lá estaria, pois ele [Paulo] estaria na terra e tendo uma visão [arrebatamento de sentidos] do Paraíso. O apóstolo Pedro nos afirma que uma visão não é necessariamente algo que esteja acontecendo de fato no devido momento como um acontecimento físico: “Pedro, saindo, seguia-o, e não sabia que era real o que se fazia por meio do anjo, mas julgava que era uma visão” (cf. At.12:9).

      O que acontece é um arrebatamento de sentidos – que é considerado como sendo uma “visão” – e não uma “alma imortal” deixando temporariamente o corpo ou um “espírito” se desligando da prisão do corpo e habitando em outro lugar, ao maior estilo kardecista de ensino. Tal linguagem é extremamente estranha à luz da Bíblia, simplesmente porque o dualismo grego não se encaixa nas Escrituras.

      Todos os apóstolos e profetas sabiam muito bem que o que lhes sucedia não era um espírito deixando o corpo e muito menos uma alma imortal que se desligava da matéria, mas sim um arrebatamento de sentidos em que se viam em determinado lugar. A razão pela qual eles jamais afirmaram que as suas “almas” deixaram o corpo provém do fato evidente de que eles não acreditavam no dualismo entre corpo e alma pregado entre os gregos.

      Mas, e quanto a esses diversos testemunhos atualmente de pessoas indo ao inferno e ao céu, alguns até diversas vezes?

      A Bíblia, absolutamente não relata nenhum caso de alguém que foi ao inferno e voltou. Ainda sim, se alguém fosse até lá, não teria visto pessoas naquele lugar. Ora, o inferno (leia-se geena, não hades) ainda não foi inaugurado. Quem vai inaugurar o inferno é a besta e o falso profeta (Ap 19:20). O diabo não está no inferno e sim nos ares (Jó 1:7; 2:2, Ef 6:12), futuramente será lançado no inferno (Ap 20.10). Os ímpios só serão lançados no inferno somente após o juízo final (Ap 19:20). Eles serão exterminados definitivamente da terra… virarão cinza.

      A MAIORIA dssas histórias são mentirosas com o intuito de vender livros e trazer os holofotes para si. Como podemos corroborar tal mentira à luz da Escrituras, visto que Paulo foi ao céu e afirmou que “Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar?” (2 Coríntios 12:4). Devemos “não ir além do que está escrito (I Coríntios 4:6) e permanecer nessa verdade bíblica: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” (Gálatas 1:8). Ir além da Bíblia, não só nos leva a um subjetivismo experiencial perigosíssimo, como também nos conduz à todo tipo de heresias.

      “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;” (2 Timóteo 4.3)

      “Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras” (2 Coríntios 11.13-15)

      Estas supostas “visões” de ir até o inferno é herética e anti-bíblica. Atualmente é muito comum estes testemunhos com esse misticismo fantasioso. Tal conceito vem infestando a mente de muitos incautos como um engodo grudento, afastando-os do verdadeiro e puro evangelho.

      Para finalizar, tudo o que precisávamos saber a respeito do inferno, Deus já revelou através da sua Palavra, a Bíblia. Basta estudá-la para obter as respostas sobre este assunto. Não precisamos de extras-revelações heréticas!

      Um abraço carinhoso.

      Cris

  4. Eu gostei muito dessa explicação pois sempre vivi em dúvidas sobre a vida após a morte. Vejo pessoas e pastores que não sabem explicar. Ficam dizendo que quando morremos vamos para o paraíso ou inferno. Na verdade, acho que falta estudarem mais a Bíblia sagrada. Obrigada!

  5. Samara Santos

    Cris, lendo um dos estudos sobre ressurreição e compartilhando-o com meu marido, fui questionada por ele sobre algo que não consegui responder, mas sua pergunta também me deixou inquieta. Estávamos conversando sobre a ressurreição com o corpo que está na sepultura e ele me perguntou se, por isso, não devemos doar nossos órgãos, pois ressussitaríamos sem eles. Eu não soube responder…
    Você tem algo a me dizer sobre isso? Agradeço a atenção!

    • Evangelho Perdido

      Samara,

      Para responder a sua pergunta, segue abaixo o artigo de um irmão que não conheço e nem sei sobre as coisas que ele ensina, mas esse assunto foi perfeitamente abordado por ele. Leia com atenção e aquietará o seu coração. Eu concordo plenamente com ele.

      “Não encontro na Bíblia qualquer referência ao assunto (mesmo porque isso não existia). No Novo Testamento o Senhor ensina justamente o desprendimento para com a própria vida (e corpo), ao ponto de Ele próprio ter dado sua vida para nos salvar. Ou seja, sabemos que nossa vida não se limita a este corpo, e se for preciso até mesmo que um cristão morra para salvar seu semelhante, isso é visto como um ato de amor, não de desprezo para consigo mesmo.

      “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” João 15:13

      As ideias das Testemunhas de Jeová que tentam associar doação de sangue à proibição bíblica que proíbe beber sangue é pura bobagem. Ninguém bebe o sangue quando recebe uma transfusão. Aparentemente os membros dessa religião podem aceitar transplantes desde que a cirurgia seja sem transfusão. Oras, já viu algum órgão sem sangue? O fígado é praticamente uma esponja embebida de sangue. A proibição bíblia foi no sentido de se beber sangue de animais, prática comum entre povos pagãos, por isso não é correto para o cristão comer alguns alimentos em cuja preparação é usado o sangue.

      Boa parte de nosso corpo está sendo “doada” o tempo todo, consumida por bactérias ou tros microorganismos. Nossa pele está sendo comida o tempo todo por milhões de ácaros. Nossos cabelos vão ficando por aí, nossas unhas também, e pele então, nem precisa falar. Cada célula de nosso corpo vai sendo substituída ao longo da vida por outra nova e, no fim, acabamos servindo de antepasto para os vermes. Acho que se, antes disso, usarmos nosso corpo para beneficiar alguém, estaríamos agindo conforme o sentido do amor ensinado pelo Senhor.

      “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.” Atos 20:35

      A preocupação com a ressurreição faz com que alguns evitem doar ou receber órgãos. Digamos que eu receba o coração de alguém que morreu e aí vem a ressurreição. Com quem fica aquele coração? Bem, o corpo que temos agora não vai entrar no céu, mas será transformado em um corpo novo. De uma forma ou de outra, ele vai desaparecer neste estado atual, seja pela morte e deterioração, seja pela ressurreição. Assim, um amputado ressuscitará com um corpo perfeito e completo.

      Alguém que nasceu sem seus membros ressuscitará completo também. De onde vieram aqueles membros que ele não tinha? Aplique a mesma idéia para quem doou seus membros. Até mesmo alguém que tenha sido pulverizado por uma explosão atômica, de cujo corpo só restou uma sombra impressa na parede (como aconteceu com muitos em Hiroshima e Nagasaki), receberá um novo corpo, os salvos, para entrarem com ele no céu, e os perdidos, para entrarem com ele no lago de fogo.

      Obviamente, como tudo mais, por não se tratar de algo explicitamente determinado na Palavra de Deus como certo ou errado, o cristão deve ter um exercício de buscar saber qual a vontade do Senhor para sua situação específica e pedir por sabedoria para decidir. A Bíblia não é um livro de regras (como foi para o judeu o Antigo Testamento) do tipo faça isso, não faça aquilo. Se fosse, o cristão não precisaria do Espírito Santo e do discernimento que ele dá. Por exemplo, eu nunca vou encontrar na Bíblia a resposta para saber se posso ou não obturar um dente, usar computadores ou viajar de avião.” (Texto de Mário Persona)

      “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.” (Tiago 1:5)

      Um abraço carinhoso.

      Cris

  6. E as almas debaixo do altar de Apocalipse pedindo pra Deus julgar o sangue inocente, palavra proibida. Aguardo resposta.

  7. Elisabete garcia

    Eu gostaria de saber qual igreja eu devo procurar para me ensinar de acordo com o que você nos colocou como explicação no blog, pois não acredito no inferno. Concordo com sua explicação, mas preciso achar uma igreja para frequentar e o problema é q todas q visitei acreditam no inferno como relatado na parábola do rico e do Lázaro.

    • Evangelho Perdido

      Cara irmã Elisabete!
      Preste atenção no que vou lhe falar. E quero também que essa resposta sirva também para os irmãos que porventura leiam essa resposta.

      Estamos no tempo da restauração, no coração na igreja, das verdades que ficaram sob os escombros do paganismo romano e tantos outros. Mas, essa restauração ocorrerá APENAS no coração de um remanescente fiel, espalhado em toda terra, e não em denominações. Não procure igrejas que PREGAM isso ou aquilo certo, mas irmãos que acreditam no que a Palavra ensina. É fácil encontrar irmãos que pensam como você, pois também viram na Palavra a verdade? Não é. Mas eles existem. E onde estão? A maioria ainda está dentro das denominações e uma boa parte fora, reunindo-se em grupos em casas.

      Qual o conselho que lhe dou. Procure uma igreja que sentir identificação e a frequente. Não sinta-se agoniada pelos ensinos que não concordar, mas foque no relacionamento com os irmãos. Entre estes, Deus vai trazer para junto de você aqueles que pensam como você. Mas não fique nessas igrejas formando panelinhas, ensinando para eles como pensa, agindo contrariamente ao que o líder da mesma acredita e ensina. Não faça isso! Fique apenas por lá, sendo uma benção no que sentir direção de Deus para fazer. Dentro das denominações existem homens e mulheres COMPROMETIDOS com o Pai, mesmo que ainda não tenham sido despertados para a Verdade. Você precisa conviver com estes. É o corpo de Cristo junto, se ajudando, se fortalecendo e entendendo a direção do Pai JUNTOS. Porque está para chegar a hora, irmã, que não será mais permitido você está junto, reunindo, servindo ao Pai em grupos, mas será perseguida por ser uma serva do Altíssimo. Aí, nessa hora, cheia da verdade e do poder do Espírito de Cristo, você fará o que for determinado por Ele, do jeito Dele, enquanto lhe for permitido viver.

      Não fique ISOLADA! Precisamos da comunhão com o corpo para atravessar os tempos que estão por vir. Mas mantenha seu coração LIMPO, buscando a verdade, livre de paganismo. E, a todos quantos Deus quiser lhe mostrar que pensam como você, com estes você conversa e compartilha mais e mais verdades, para juntos vocês crescerem a abençoarem a todos que se juntarem também a vocês.

      É esse o meu conselho para você, irmão querida.

      Um abraço carinhoso.

  8. Sérgio Carlos Rodrigues

    Olá Irmãos! Apenas como texto adicional para embasar a explanação feita, muito feliz ao que parece, gostaria de sugerir o texto de Isaías 14.7-11, onde o profeta ilustra seu ensino por meio de uma conversação fictícia que teria havido no inferno, onde outros reis que já tinham sido derribados de seus tronos, agora no inferno(sheol=sepultura), levantam-se de seus tronos para recepcionar o rei de babilônia que ali chega depois de ser também derribado de seu trono e ter seu reino destruído. Ali os mortos se levantam e têm uma animada conversação, mas devemos saber que tal conversação foi imaginada poeticamente para tornar viva a realidade da queda da orgulhosa Babilônia. Se não me engano, este texto profético pode bem ser considerado com paralelo da Parábola do rico e lázaro, proferida pelo maior de todos os profetas, onde também o diálogo foi imaginado poeticamente apenas para emprestar realidade e vida à instrução proferida anteriormente: “…pois aquilo que é elevado diante dos homens é abominação diante de Deus.”(Lucas 16.15b).
    Gostaria de acrescentar ainda a título de complemento à excelente exposição que achei bastante coerente uma nota de rodapé da Bíblia de jerusalém onde diz que “ser levado pelos anjos para o seio de Abraão” é “Expressão judaica que corresponde à antiga locução bíblica ‘reunir-se a seus pais’, isto é aos patriarcas, dos quais o maior é Abraão, o pai da fé(Jz. 2.10; Gn.15.15; 47.30; Dt. 31.16). Imagem que exprime intimidade e proximidade com Abraão no banquete messiânico”. Nesse caso, ao dizer Jesus que Lázaro foi “levado pelos anjos para o seio de Abraão”, estava demonstrando que Lázaro morreu em perfeita paz e na bem aventurada esperança da ressurreição dos justos.
    Que Deus nos ilumine mais e mais na correta compreensão de Sua Palavra! Um Abraço a todos os irmãos em Cristo.

  9. Rui Marcos de Santana

    Quando a Bíblia fala que Jesus pregou aos espíritos em prisão, 1 Pedro 3:19. Que espíritos seriam estes? A Aparição de Moisés e Elias conversando com Jesus! Eles não estão mortos!? Enoque e Elias que foram arrebatados e não passaram pela morte? O desejo de Paulo de morrer e estar com Cristo, que para ele era lucro!? Quando Jesus Fala: Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo? Mateus 10: 28

  10. Marcelo Victor

    De fato, como Jesus disse, mesmo que um dos mortos ressuscitasse, eles não creriam nele, e isso se cumpriu, pois Cristo ressuscitou e a absoluta maioria deles (e de toda a humanidade) não creu.
    A meu ver, o Senhor Jesus, nessa parábola, está fazendo um paralelo entre a situação dos judeus como povo eleito (o rico) e dos gentios como não eleitos (Lázaro), mostrando que, apesar de terem a lei e os profetas (tesouro de valor sem igual que testificava da salvação que havia de se revelar), os judeus não criam no que eles diziam (a lei e os profetas), e, por causa da incredulidade, receberiam a justa recompensa.
    Outrossim, O Mestre aproveita para estabelecer, ainda, um marco decisivo e separatório que é a morte, a partir da qual não resta mais nenhuma possibilidade de mudança de estado, de sorte que quem morre em Cristo parece dormir um sono tranquilo, mas que dorme sem Ele, tem um sono cheio de pesadelos.
    Deus vos abençoe!!!

  11. Felipe Silvestre

    O que você entende quanto a parte que o rico pede a Abraão para voltar e falar para seus parentes? E Abraão o alerta que isso é impossível?

    Abraços

    • Evangelho Perdido

      Olá, Felipe. Obrigada por comentar no blog.

      O patriarca Abraão está morto já há muito tempo (Gênesis 25:8) e ainda, se quer, recebeu a sua herança (Hebreus 11:30). Então, como pode servir ele de refúgio para os justos que morrem?

      Abraão aguarda, sim, juntamente com todos os justos mortos, a esperança da ressurreição como cita Jesus em (Mateus 22:31) para viver na cidade que Deus lhe preparou e que depois do milênio descerá (Hebreus 11:16) (Jô.14:1) e não no seu próprio seio!
      Promessa dada Também a todos que participam de sua fé e imitam o seu exemplo para um dia chegarem ao “seio do pai” (Jo. 1:18) o único que realmente pode acolher a todos.

      Quem acredita na imortalidade da alma sugere que ao morrer, o corpo fica aqui, no cemitério, enquanto a alma entra de imediato no céu se for boa ou no inferno se for má. Pensando assim, rejeitam cegamente o que a bíblia diz, Pois como poderia o rico ter “levantado os olhos” (Vs23) e pedido que Lázaro molhasse a ponta do dedo para lhe refrescar a língua?

      Se tanto seus olhos como sua língua haviam sido sepultadas (Vs22) com todo o restante do seu corpo? Ora, se tinham olhos, dedos e língua, certamente também tinham cabeça, corpo e membros, do contrário seriam mutantes. É ilógico e até bizarro supor que alguém esteja queimando no inferno enquanto sua matéria está no túmulo, estaria queimando o que, então? Compreende?

      Observe que tal crença não se coaduna com a verdade, visto que não expressa o menor sentido literário, ficando evidente tratar-se de uma parábola.

      A única forma de um morto receber o tormento da condenação, ou sendo justo, entrar no paraíso é através da ressurreição, o que o habilitará para que em corpo, alma e espírito receba conforme o bem ou mal que tiver feito.

      “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2Co5:10)

      Observe também que os mortos não podem ter contato algum com os vivos como sugeriu o rico (Vs30) a não ser por meio da ressurreição como Abraão disse (Vs 31).

      Qual, então, é o significado da Parábola?

      Antes de iniciar a parábola, Jesus estava falando que não podemos servir a Deus ou a Mamon, o deus das riquesas. Os fariseus zombavam dele:

      (Lucas 16:13-14) – Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. E os fariseus, que eram avarentos, ouviam todas estas coisas, e zombavam dele.

      A Parábola foi dita como repreensão a sua avareza. Os livros do antigo testamento exigem ajuda aos pobres e necessitados. Jesus ensina que se não escutarem estes livros (Moisés – 5 primeiros e os Profetas – vários livros) estarão perdidos:

      (Lucas 16:29 e 31) – Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

      Sendo assim, o significado espiritual desta estória de ficção é que os avarentos e aqueles que não ouvem Moisés e os Profetas, não entrarão no Reino.

      Um abraço carinhoso.

  12. Gabriel Costa Lopes

    Deuteronômio 32: 22 Apocalipse 21: 8 Salmos 9; 17 Mateus 5;22 2 Tessalonicenses 1:9 Mateus 13: 41-42 Mateus 10:28 Marcos 9:42-48 Lucas 16:23 2 Pedro 2:4 Apocalipse 20: 13-15 Mateus 5: 29-30 Mateus 10: 28 Mateus 18: 9 Mateus 23:15 Mateus 23: 33 Lucas 12:15 Tiago 3:6 2 Pedro 2:4 E é porque o inferno “nao existe”, imagina se existisse

    • Evangelho Perdido

      Olá, irmão Gabriel!
      Em nenhum dos artigos postados que tratam sobre o INFERNO foi dito que ele NÃO EXISTE. Se eu estivesse afirmando neste blog que o INFERNO NÃO EXISTE, com certeza estaria COMPLETAMENTE contrária a Palavra do nosso Pai Eterno. O que foi amplamente abordado nestes artigos é o que o inferno NÃO É. E ele definitivamente não é um FOGO ETERNO como se ensina hoje em meio a cristandade, mas um fogo com resultado eterno. O inferno existe e CONSUMIRÁ os ímpios e os que rejeitarem a verdade e o Espírito de Cristo.

      Obrigada por comentar neste blog.

      Um abraço carinhoso.

  13. Cara, eu gostei muito de ler sobre esta parábola. Muito bem explicado!

  14. Natan azevedo

    Querido, sou apenas um jovem que está estudando alguns temas bíblicos a fim de construir minha compreensão acerca do cristianismo. desde alguns anos atrás estou convencido de que o texto de Lucas 16:19-31, como sendo algo real. Penso que o fato de um relato ser contado como uma parábola não anula, entretanto, ser um acontecimento verídico. Por vezes até nós cristãos, durante um discipulado, nos utilizamos de fatos que ocorreram em nossas vidas como parábolas para ensinar um princípio espiritual. Jesus não teria de necessariamente “inventar” uma estória somente por que queria contar uma parábola. deste modo, se todas as parábolas podem ser acontecimentos reais, por que a do rico e lázaro de igual modo não o possa ser?

    • Evangelho Perdido

      Compreendo seu raciocínio, irmão Natan, e concordo com ele. Realmente Jesus poderia ter feito isso. Mas não o fez nesse caso. A cristandade pegou esta parábola e criou toda uma doutrina sobre ela. Este é problema. O artigo deixou bem claro porque trata-se de uma parábola. Vasculhe a bíblia e não encontrará base para este ensino. Isso é o mais grave. Um dos princípios básicos da interpretação bíblica é que não devemos fundamentar doutrinas nos detalhes acidentais de uma parábola, sem primeiro verificar se as conclusões obtidas estão em perfeita harmonia com o consenso geral das Escrituras.

      A própria parábola de Lucas 16:19-31 afirma que, para obter vida eterna, o ser humano precisa viver em plena conformidade com a vontade de Deus revelada através de “Moisés e os profetas” (verso 29; comparar com Mt 7:21), ou seja, através da “totalidade da Escritura”.

      Mesmo não tencionando esclarecer o estado do homem na morte, esta parábola declara, em harmonia com o restante das Escrituras, que os morto só podem voltar a se comunicar com os vivos através da ressurreição (Lc 16:31). E, se analisarmos mais detidamente o que “Moisés e os profetas” têm a nos dizer sobre o estado na morte, perceberemos que os mortos permanecem inconscientes na sepultura até o dia da ressurreição final (ver Jó 14:10-12; Sl 6:4-5; Ec 9:5, 10; Jo 5:28 e 29; 11:1-44; I Co 15:16-18; I Ts 4:13-15).

      Que nosso Pai o leve a um claro entendimento sobre este assunto. Continue pesquisando na Palavra. Obrigada por comentar neste blog, irmão Natan. Estarei sempre às ordens!

      • Temos que ter dicernimento biblico no meu dicenimento é uma parabola . É só estudar um pouco ,não maltrate a palavra de DEUS. A PAZ DE DEUS ESTEJA COM VOSCO

      • Eu venho estudando a BIBLIA a anos a cada dia aprendo mais ,não me baseando em um unico versiculo . Parabola é para orientação espiritual , pois Deus fala que os mortos não sabem de nada não tem consciência de nada .

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