A alma NÃO É imortal!

O que diz a Bíblia sobre o estado do homem após a morte?

Essa pergunta tem sido uma “pedra no sapato” de muitas pessoas ao longo dos séculos, sejam elas crentes ou não, simplesmente porque temos medo da resposta, apesar da consciência geral(equivocada) de que vamos para o céu. O ser humano, de uma forma geral, tem um pavor tão grande de morrer, e consequentemente do que virá depois, que formar teorias sobre o assunto, mesmo que estranhas às escrituras, passou a ser um forma de amenizar o terror e diminuir a ansiedade pela volta de Jesus (parousia). Talvez, esse sentimento tenha surgido na Igreja Primitiva a partir do final do séc. I, muito em função das especulações sobre a demora de tal evento.

A partir de uma leitura simples de Gênesis e dos textos subsequentes, podemos constatar que não há, no texto bíblico, absolutamente nada que comprove a tese da imortalidade da alma. Ao contrário, é a partir do livro da criação que começamos a entender o que Deus tencionou fazer, mostrando inicialmente que, o “fôlego de vida” de homens e animais é exatamente o mesmo! Vejamos a clareza de alguns textos:

Na formação do homem, Deus fez conforme escrito em Gênesis 2:7, que diz:

“Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou[nefesh] nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”.

Perceba que o homem “passou a ser” alma vivente e não a “ter” uma alma vivente! Esse versículo é a chave para a compreensão da verdade escondida até aqui.

Se fôssemos descrevê-lo através de uma fórmula matemática, diríamos:
Pó da Terra (corpo) + fôlego de vida (espírito) = Alma vivente.
Pó da terra – fôlego de vida = cadáver (sem vida).

A união do corpo com o fôlego de vida de Deus resultou em uma alma vivente. Como dissemos, podemos ver que o homem “é uma alma” e não “possui uma alma”. O texto de Deuteronômio 10:22 é esclarecedor para demonstrar essa diferença:

“Com setenta almas (vidas) teus pais desceram ao Egito; e agora o Senhor teu Deus te fez, em número, como as estrelas do céu.”

É importante lembrar que, tanto na versão da sociedade bíblica britânica quanto na bíblia de Jerusalém, lê-se VIDAS, e não “almas”, como apresentado propositalmente na versão Almeida, acima.

O fôlego de vida (espírito) humano, dado por Deus, a fonte de toda a vida (Salmos 36:6) é o mesmo de todos os animais; isto quer dizer que este alento de vida não pode ser algo inteligente, pois se o fosse, o fôlego de vida dos animais teria de ser algo racional também. Do mesmo modo, este espírito (sopro ou fôlego de vida) não é algo pensante, pois na morte, o ser humano deixa de existir como um todo.

Vejamos Gênesis 1:30, que diz:

“E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida[nefesh], toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez”.

Ainda em Gênesis 6:17, lemos:

“Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará”. (grifo próprio)

Note que, no dilúvio, Deus promete que tudo que possui espírito de vida debaixo dos céus, morrerá: isso inclui homens e animais(Gênesis 7:22-23). Em Gênesis 7:15, temos:

“E de toda a carne, em que havia espírito de vida, entraram de dois em dois para junto de Noé na arca”.

Repare que o Senhor estava referindo-se aos animais quando mencionou quem entrava na arca. O início do engano reside no fato de alguns amados dizerem que, embora os seres humanos tenham o mesmo espírito dos animais, julgam que esse espírito nos foi dado por Deus de forma diferente deles, tendo soprado apenas em nós, talvez desconhecendo o texto de Eclesiastes 3:19-21, que diz:

“Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó. Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?”

É importante observar que, ao contrário do que pensávamos, não há diferença alguma entre o fôlego de homens e animais (leia ainda Gênesis 7:21-22; Números 31:28). Além disso, a posse do “fôlego de vida” não confere, em si mesmo, imortalidade a ninguém; pois, por ocasião da morte, “o fôlego de vida” retorna para Deus. A vida deriva de Deus, é mantida por Deus, e volta para Deus. Essa verdade é claramente expressa em Eclesiastes 12:7, que diz:

“…antes que o pó volte à terra, de onde veio e o espírito [ruach] volte para Deus, que o concedeu.”

Note que, o que retorna para Deus não é uma “alma imortal” humana, mas o espírito divino que transmite vida e que, nas Escrituras, é igualado ao fôlego de Deus, o seu espírito, conforme Jó 34:14-15, que diz:

“Se Deus…recolhesse o seu espírito [ruach] e o seu sopro [nefesh], toda carne pereceria juntamente, e o homem retornaria ao pó”.

O paralelismo de linguagem nesse versículo confirma que o “fôlego de Deus” é o Seu espírito, transmissor de vida. E observem que não é somente o “espírito [fôlego]” dos crentes que vai para Deus, mas sim, o “espírito [fôlego]” de TODOS os homens. Isso não significa que todos os homens vão participar do reino de Cristo, mas o texto diz, simplesmente, que o espírito de todo e qualquer ser humano que morre, volta para Deus, conforme Eclesiastes 12:7.

Na bíblia, a morte é caracterizada, não como a separação entre uma suposta alma e o corpo, mas como a retirada do fôlego de vida (o espírito divino que concede vida). Isso demonstra que o “fôlego de vida” não é um espírito ou alma imortal que Deus confere a suas criaturas, mas o dom da vida que os seres humanos possuem pela duração de sua existência terrena. Enquanto permanecer o fôlego de vida, os seres humanos são “almas viventes”. Quando, porém, o fôlego se vai, tornam-se corpos mortos, conforme Tiago 2:26, que diz: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.”

Até aqui, descrevemos apenas o início da história e formação do homem à luz da bíblia, e não constatamos menção do Criador sobre uma “alma imortal” como elemento constitutivo da natureza do ser criado “à imagem e semelhança” Dele. O que a Palavra de Deus nos revela é que Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o “fôlego de vida” e este tornou-se uma “alma vivente” (não que recebeu uma alma vivente).

Vejamos agora, um trecho bastante significativo envolvendo o profeta Ezequiel, em seu capítulo 37, que descreve um evento espetacular de ressurreição: a famosa visão do vale de ossos secos. Embora esse texto ressalte o relacionamento particular de Deus com os judeus, essa visão relata e nos ensina algo bem concreto referente à formação do homem:

O Vale dos Ossos Secos

Ezequiel 37:1-14 diz: “Veio sobre mim a mão do Senhor, e ele me fez sair no Espírito do Senhor, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos. E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor Deus, tu o sabes. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis. E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor. Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito. E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito. E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo. Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados. Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu”.

É importante comparar diferentes traduções referentes a esse texto para desfazer qualquer dúvida no sentido dos termos. A tradução judaica The Holy Scriptures According to the Masoretic Text (Escrituras Sagradas, Segundo o Texto Massorético), da The Jewish Publication Socitey of América (Sociedade Americana de Publicações Judaicas), de Philadelphia, EUA, bem como a King James e a New International Version falam de “fôlego”, em lugar de “espírito”, no que tange ao retorno do último componente para transmitir vida ao conjunto dos ossos “sequíssimos” que se unem a nervos, músculos e pele. Por fim, o recebimento desse “fôlego” transforma aquela miraculosa reconstituição em seres humanos, pessoas viventes e bem ativas.

Também é preciso ressaltar que, na versão de “A Bíblia na Linguagem de Hoje”, da Sociedade Bíblica do Brasil, encontramos as seguintes declarações relacionadas a esse capítulo: “Porei respiração dentro de vocês e os farei viver de novo”; “porém, não havia respiração nos corpos” e “Homem mortal, profetize para o vento…para soprar sobre esses corpos mortos a fim de que vivam de novo”. Uma nota de rodapé explica: “Vento: a mesma palavra hebraica pode significar espírito, ou respiração, ou fôlego”. Essa palavra hebraica é ruach, já citada anteriormente, a mesma de Eclesiastes 12:7 – “…antes que o pó volte à terra, de onde veio e o espírito volte a Deus, que o concedeu”.

Nos versos 12 e 13 lemos:

“Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu. Porei o meu espírito dentro de vós e vivereis…”.

Em uma leitura isenta, logo atentaremos para o fato de que os elementos básicos que formam esse exército, sob o comando do Senhor, procedem das sepulturas, sem qualquer menção a almas oriundas de qualquer lugar, no universo. O texto diz que o “espírito” (fôlego) de Deus é adicionado aos componentes reconstituídos de carne e ossos, e a vida é restaurada. Mais uma vez percebam: não vemos nenhuma menção a qualquer alma imortal sendo reintegrada aos seres, para que vivam.

Precisamos enfrentar o fato de que, se a ressurreição humana dependesse da integração de uma alma que venha transmitir vida a quem jaz morto, as Escrituras teriam mencionado! Contudo, não encontramos tal coisa em nenhuma parte do relato bíblico.

Além disso, a bíblia não apóia, em absoluto, a doutrina popular de que os mortos permanecem conscientes até a ressurreição. Pelo contrário, enfaticamente refuta tal ensinamento.

Emprega-se, comumente, o verbo dormir como símbolo da morte: João 11:11-13; I Coríntios 15:51; I Tessalonicenses 4:13-17.

Nas Escrituras, a morte é comparada a um “sono” por cerca de 53 vezes, indicando assim o estado de inconsciência dos mortos até a volta do Messias.

Veja a simplicidade da sequência dos textos a seguir:

“Assim falou e depois lhes disse: Nosso amigo Lázaro dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram-lhe, então, os discípulos: Senhor, se dorme, ficará bom. Jesus tinha falado da morte de Lázaro; mas eles supunham que falasse do repouso do sono.” (João 11:11-13).

Quando o Mestre conversava com as irmãs enlutadas, por ocasião da morte de Lázaro, não as consolou dizendo coisa alguma sobre ele estar “na glória”, como é a crença popular. A ênfase da conversação deles é a FUTURA ressurreição dos mortos por todo o capítulo 11 de João. Por isso, Ele pôde dizer em João 11:25-26, sem deixar margem à dúvida: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em Mim, nunca morrerá. Crês tu isto?”

Note que, se o texto dissesse: “…ainda que morra, vive.”, poderíamos crer que existem almas aguardando o juízo em algum lugar! Mas o verbo viver está no futuro porque isso só acontecerá no FUTURO, na ressurreição dos justificados!

Além disso, amados, percebam na clareza desse texto que, se a alma fosse imortal, a morte do Messias seria desnecessária, porque ao morrer e ressurgir, Ele possibilitou a nossa ressurreição dos mortos! Crer em Jesus e obedecê-lo durante a vida é o que vai garantir-nos também ressurgir dos mortos para reinar com Ele, e não a introdução de uma ‘alma eterna’ que esteja em algum lugar esperando para reencarnar…isso não é bíblico!

A Igreja do tempo do fim precisa ser direta e objetiva: se dependemos de um elemento imaterial ou imortal para poder ressuscitar, então devemos rasgar a página da nossa Bíblia com o texto acima: “…quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. E esse trecho não se refere à morte espiritual, mas física, pois aquele que crê, nunca morrerá!

“Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos mudados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. A trombeta soará, os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos mudados.” (I Coríntios 15:51).

Esse texto deixa claro que os filhos de Deus vencedores que estão DORMINDO, acordarão no momento da ressurreição, ao som da última trombeta! Na última trombeta vem a ressurreição e transformação, certo? Então como é possível a Igreja afirmar tão enfaticamente que quando um servo do Altíssimo morre ele vai direto para junto de Deus? Antes da ressurreição e transformação? E se fosse, para quê haverá ressurreição? Imagine a cena. Os salvos na presença do Eterno. Aí Cristo os chamam em suas sepulturas para a ressurreição e eles são sugados da presença do Eterno, de volta para o corpo e saem da sepultura. É isso, Igreja?

“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes a respeito dos que dormem, para que não vos entristeçais, como fazem os demais que não têm esperança. Pois se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também Deus trará com Jesus os que nele dormem.” (I Tessalonicenses 4:13-14).

“Como as águas se retiram do mar, E o rio se esgota e seca, assim o homem se deita, e não se levanta: enquanto existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu sono.” (Jó 14:11-12).

Veja que quem se deita e “dorme” é o homem inteiro, e não apenas seu corpo!

“Considera e responde-me, Jeová, Deus meu. Alumia os meus olhos para que não durma eu o sono da morte.” (Salmos 13:3).

Aqui, o salmista tem certeza de que não quer dormir o sono da morte, não o seu corpo apenas, mas o seu “EU”!

É importante notar que, dentre todos os textos contidos na bíblia sobre a morte, nenhum deles se refere a almas se desprendendo dos corpos e vagando em algum lugar à espera de serem chamadas de volta, na ressurreição. Ao contrário, o “sono” indica uma inconsciência completa.

“Acaso mostrarás maravilhas aos mortos? Porventura levantar-se-ão as sombras dos mortos e te louvarão? Será referida a tua benignidade na sepultura? Ou a tua fidelidade em Abadom? Acaso serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas? E a tua justiça na terra do esquecimento? (Salmos 88:10-12)

“Com efeito, não é a morada dos mortos que vos louvará, nem a morte que vos celebrará. O que desce à sepultura não espera mais em vossa bondade. Quem está vivo, somente quem está vivo pode louvar-vos, como eu o faço hoje. O pai dá a conhecer a seus filhos vossa fidelidade, diante da casa do Senhor.” (Isaías 38:18-19a).

Se o texto diz que “o que desce à sepultura…” não espera mais pela bondade do Senhor, precisamos ter fé para crer que isso é verdade! Também fica claro que o texto de Apocalipse 6:9-11 (de “almas” clamando embaixo do altar) refere-se a uma figura de linguagem para revelar uma outra verdade(que trataremos mais adiante), pois não podem haver almas clamando pela justiça divina embaixo do altar, porque isso contradiria o texto bíblico! Além disso, o trecho “somente quem está vivo pode louvar-vos…” mostra que, ao contrário do que aprendemos, o louvor a Deus só cabe aos vivos e não aos que “descem à sepultura”, não havendo também aqui, distinção entre corpo e alma.

“Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio.” (Salmos 115:17). Também por esse texto, concluímos que a ideia que temos de pessoas, após a morte, louvando a Deus e a Jesus no céu é fruto de entendimento equivocado! Pelo texto, a realidade dos mortos é o silêncio, ou seja, inconsciência.

“Preparou caminho à sua ira; não poupou as suas almas (psyqué=vidas) da morte, mas entregou à pestilência as suas vidas.” (Salmos 78:50).

Perceba que essa versão fala de “almas que morreram”, o que não contradiz a Escritura, pois o termo é traduzido como “vidas”!

Uma passagem que deixa bem clara a correspondência entre “alma e vida” é Ezequiel 18:4, que diz: “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.”

Na realidade, o contexto diz que cada ser humano será julgado INDIVIDUALMENTE, não importando o grau de parentesco ou de intimidade. Ainda que sejam pai e filho (ou marido e mulher), um NÃO levará a culpa do outro. Nem tampouco, um salvará o outro, mas aquele que pecar, esse morrerá.

Por outro lado, por quê essa passagem diz, claramente, que a alma MORRE, ao contrário do que dizem a maioria das religiões? A resposta é simples: porque a palavra “alma”, comumente, significa VIDA(no grego, psique), como se observa, facilmente, na COMPARAÇÃO das versões bíblicas abaixo, bastando substituir “vida” por “alma”. Veja:

Ezequiel 18:4 (TNM) diz: “Eis que todas as ALMAS a mim me pertencem. Como a alma do pai, assim também a alma do filho a mim me pertence. A alma que pecar, ela é que morrerá.”

Ezequiel 18:4 (TEB) diz: “Sim, todas as VIDAS me pertencem; a vida do pai como a vida do filho, ambas me pertencem; quem pecar, esse morrerá.”

Ezequiel 18:4 (ALMEIDA Rev. e Cor. – 1966) diz: “Eis que todas as ALMAS são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.”

Ainda, em Gênesis 35:18, quando Raquel morreu, “saiu-lhe a VIDA” e quando Paulo ressuscitou Êutico, em Atos 20:9-10, disse que “a VIDA” ainda estava nele, ou seja, que ele tornaria a ser uma “alma vivente”, por meio da ressurreição, do mesmo modo que Lázaro, depois de morto, voltou a ser uma “alma vivente”, quando Jesus o ressuscitou.

“Não depositais a segurança nos nobres e nos filhos dos homens, que não podem salvar; sai-lhes o espírito e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus planos.” (Salmos 146:3-4)

“Muitos daqueles que dormem no pó da terra despertarão, uns para uma vida eterna, outros para a ignomínia, a infâmia eterna.” (Daniel 12:2).

Esses dois textos acima refletem com clareza que, quando o espírito deixa o corpo, a pessoa passa a dormir no pó da terra, e é a partir do pó que despertará para reinar com Cristo(na 1ª ressurreição) ou para o juízo(na 2ª ressurreição).

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” (Eclesiastes 9:5-6).

Se a Bíblia diz que “os mortos não sabem coisa nenhuma…eles têm jamais recompensa”, não pode haver um estado intermediário bom(céu, seio de Abraão, etc.) ou mal(inferno, purgatório, etc.), pois qualquer dessas situações seria uma recompensa, o que contraria esse texto e o de Lucas 14:14, que diz: “E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos”. Veja que não podemos receber NENHUMA recompensa no momento da morte, mas somente na 1ª ressurreição!

O entendimento acima é confirmado pelo texto de I Coríntios 15:17-18, que diz: “…mas se Cristo não foi ressuscitado, a vossa fé é vã, e estais ainda em vossos pecados. Também, por conseguinte, os que dormiram em Cristo, pereceram.”

Paulo mostra claramente que, se Jesus não houvesse ressuscitado, os crentes continuariam DORMINDO para sempre, e não em um estado de gozo! Portanto, o apóstolo NÃO concorda com a crença de que, ao morrermos, vamos para o céu!

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem reflexão, nem conhecimento nem sabedoria.” (Eclesiastes 9:10).

De acordo com esse texto, em que estado devem encontrar-se AGORA, as pessoas que já morreram, senão o de total inconsciência? Note que, pelo texto, quem vai para a sepultura é a pessoa(tu) e não somente o seu corpo.

“Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?” (Salmos 6:5).

Se os mortos em Cristo estão, agora, louvando ao Senhor em algum lugar, então esse texto também precisa ser retirado da Bíblia!

“Quando juntas cantavam as estrelas da manhã, E jubilavam todos os filhos de Deus?” (Jó 38:7). Nesse contexto, Deus desfila Sua onipotência e soberania diante de Jó, sendo que, nesse versículo, especificamente, Ele mostra que o seres espirituais existem desde antes da criação do homem. Veja que eles existem, mas não dependem dos humanos para nada, muito menos para existirem. São de outra natureza, não carnal. Deus nunca precisou que os humanos morressem para “povoar a dimensão espiritual”, que já era povoada ANTES da humanidade ser criada. Portanto, os seres espirituais que existem nos céus de Deus, nunca foram e NÃO são “almas” das pessoas que morreram na Terra.

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória”. (I Coríntios 15:51-54).

O texto deixa claro que, somente quando o nosso corpo puder ser revestido de INCORRUPTIBILIDADE e IMORTALIDADE, poderemos dizer que a morte foi derrotada, o que acontecerá somente ao soar da última trombeta, e NUNCA antes!! Se a Bíblia fizesse menção de almas que vêm encarnar nos corpos, não teríamos, de fato, deixado de existir para ressuscitar e derrotar a morte para sempre, e esse texto não faria sentido! Nós só poderemos dizer que a morte foi tragada pela vitória quando, a partir do pó, do NADA, passarmos a existir novamente!

“De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:40).

Perceba que, se já fôssemos eternos(ou seja, com almas imortais), não precisaríamos crer no Filho e nem formar Cristo em nós para alcançarmos a imortalidade como prêmio, NO ÚLTIMO DIA!

Veja Mateus 12:40-41, que diz: “Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra. Os ninivitas se levantarão no juízo juntamente com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas.”

Esse texto nos dá duas informações importantes: primeiro, o próprio Jesus, ao responder aos fariseus, profetiza sobre Sua morte, dizendo que estará no “coração da terra”, ou seja, no túmulo, na sepultura, por três dias e três noites, contrariando que Ele estaria em outro lugar, que não ali, crença baseada na interpretação equivocada de I Pedro 3:19, cujo contexto está em I Pedro 1:11. (Leia também I Coríntios 15:3-4).

Segundo, que aquela geração de fariseus seria condenada pelos ninivitas, somente no JUÍZO. Até lá, estariam aguardando a sua ressurreição, como o próprio Jesus fez.

“Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão. Cada qual, porém, em sua ordem: como primícias, Cristo; em seguida, os que forem de Cristo, na ocasião de sua vinda.” (I Coríntios 15:22-23).

Veja que tudo acontecerá “…na ocasião da vinda de Cristo”. Se ao morrer, fôssemos para o céu ou para o seio de Abraão, que necessidade haveria de Jesus voltar e nos ressuscitar, se já estivéssemos “vivos” em algum lugar? Não faria sentido sermos trazidos “de algum lugar” em ‘espírito’ para a sepultura, para dar vida ao corpo e ressuscitar! Não é possível harmonizar os textos sobre a ressurreição bíblica com a crença da imortalidade da alma! Como crer nessa doutrina, se a eternidade do homem era condicional à obediência a Deus e, por desobedecer, Adão foi privado da árvore da vida(Gênesis 3:22-23) para que não se tornasse imortal, como Deus?

“Todos estes, tendo alcançado bom testemunho pela sua fé, contudo não alcançaram a promessa, tendo Deus provido alguma coisa melhor no tocante a nós, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.” (Hebreus 11:39-40).

Esse texto mostra que os santos vencedores do tempo do fim serão responsáveis por consumar a vitória da Igreja de todos os tempos. Como crer que, ao morrermos, vamos para o “céu” se, pelo texto, os heróis da fé ainda não obtiveram a concretização da promessa, pois Deus não quer que sem nós, eles sejam aperfeiçoados? (Lembremos de I Coríntios 15:20).

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14).

“e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro” (Apocalipse 22:19).

Se já tivéssemos uma alma imortal, não haveria necessidade de comer do fruto da árvore da vida para, então, viver eternamente!

“…que retribuirá a cada um segundo as suas obras: dará a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam glória, honra e incorrupção;” (Romanos 2:6-7).

Esses versículos levantam uma pergunta: se tivéssemos almas imortais, porque deveríamos ainda “buscar a imortalidade e a incorruptibilidade”? Se devemos buscá-las, é porque não as temos.

“O último inimigo que será destruído, é a morte.” (I Coríntios 15:26).

Se a morte do crente fosse o começo de uma nova existência com Deus no “céu”, ou de descanso e espera no “seio de Abraão”, não poderia ser chamada pelas Escrituras de nossa “inimiga”; teria de ser chamada de amiga, pois estaria nos ajudando a estar “perto de Jesus” antes do último dia, o que contraria a Bíblia!

“Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão…Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” (João 5:25, 28 e 29)

“…a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” (I Timóteo 6:15-16).

Veja que o novo testamento também é bastante farto de textos que clareiam a questão sobre a suposta “imortalidade da alma”, e nem poderia ser diferente, pois a Bíblia não se contradiz, e o NT não poderia negar o AT. De acordo com esse texto, o único que possui a imortalidade é Deus. O quê, então, confere aos crentes a pretensão de serem imortais, senão um terrível engano conduzido por satanás, ao longo dos séculos?

Ao analisarmos sinceramente os textos acima, chegamos à conclusão simples de que, na morte, o corpo humano “dorme” e vai para a sepultura, onde aguardará o dia que o Senhor o chamará à ressurreição, seja na primeira, para os santos vencedores ou na segunda, para o julgamento final da humanidade. E não é preciso fazer parte de uma denominação(seja ela adventista, testemunha de Jeová ou qualquer outra que o valha) para crer nessa verdade bíblica! Mesmo com a clareza desses textos, alguns amados ainda insistem na tese de que a sepultura e o sono estão referindo-se somente ao corpo, pois a “alma” estaria em algum lugar, bom ou ruim, o que não é respaldado pelas Escrituras. (Veja ainda: Deuteronômio 31:16; II Samuel 7:12; I Reis 11:43).

“Quem tem ouvidos para ouvir, OUÇA..”

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A alma NÃO É imortal! (17)

23 Comments

  1. shirly cristie

    (…) “e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Tessalonicenses 5. 23). E quem não aceita que existe espírito, alma e corpo juntos no mesmo elemento, arranca essa página da sua Bíblia.

    • Evangelho Perdido

      O que Paulo quis dizer em 1 Ts 5:23, irmã Shirly?

      “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

      Esteja certa que essa passagem de I Tes. 5:23 não indica uma tricotomia de espírito, alma e corpo, mas apenas apresenta o homem como um ser total, cuja personalidade necessita ser santificada por Deus completamente. Este entendimento estaria de pleno acordo com as palavras que estão no início do versículo: “E o próprio Deus de paz vos santifique em tudo (completamente)…” E é isso também que quer dizer Deuteronômio 6:5:

      “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”.

      O homem é um ser indiviso. Logo, na morte, não pode subsistir uma parte imortal enquanto outra desce ao pó, visto que isso o tornaria um ser divisível.

      Um cadáver nada mais é que um corpo sem vida (alma). Se uma pessoa, por exemplo, tem suas faculdades mentais comprometidas, ela é um corpo com alma (vida), mas cujo espírito (entendido aqui como “mente”) não está funcionando corretamente.

      Foi em prol das pessoas com o espírito, a alma e o corpo – ou seja, pessoas inteiras – que Paulo orou, expressando o desejo de que elas sejam “plenamente conservadas irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”

      Se o corpo for destruído, então, necessariamente, a vida cessa e a mente deixa de funcionar. Por ocasião da morte há uma dissolução do ser. (Compare isso com o que diz Eclesiastes 9:5, 6 e Salmos 146:4).

      Paulo não está ministrando um estudo sistemático sobre a natureza de homem, Shirly, mas está dando plena certeza que nenhuma parte da vida do convertido permanece sem ser tocada pelo poder santificador de Deus. Às vezes, a Bíblia usa o linguajar popular do homem e suas possíveis partes, seja corpo e alma, ou corpo e espírito (veja em Mateus 10:28; Romanos 8:10; 1 Coríbtios 5:3; 7:34). Em Tessalonicenses esse jeito popular de dizer é usado para enfatizar que nenhuma parte do homem está excluída da influência da santificação. É possível ver significado especial nas divisões que Paulo faz.

      Por “espírito” (pneuma [em grego], veja em Lucas 8:55) pode ser entendido o princípio mais alto de inteligência e pensamento com que o homem é dotado, e com o qual Deus pode comunicar-se por Seu Espírito (veja em Romanos 8:16). É pela renovação da mente pela ação do Espírito Santo que o indivíduo é transformado à semelhança de Cristo (veja Romanos 12:1, 2).

      Por “alma” (psuche veja em Mateus 10:28), quando distinguido de espírito, pode ser entendido aquela parte da natureza humana que se expressa pelos instintos, emoções, e desejos. Esta parte da natureza da pessoa pode ser santificada, também. Quando, pela atuação do Espírito Santo, a mente é trazida em conformidade com a mente de Deus, e a razão santificada passa a ter o controle da natureza mais baixa, os impulsos que de outra forma seriam contrários à Deus se tornam sujeito à sua vontade. Assim o cristão humilde pode alcançar tal altura de santificação que ao estar obedecendo a Deus ele realmente está levando a cabo seus próprios impulsos. Ele se deleita em fazer a vontade de Deus. Ele tem a lei de Deus em seu coração (veja Salmo 40:8; Hebreus 8:10).

      O significado de “corpo” (soma) parece evidente. É a estrutura corporal — carne, sangue e ossos — que é controlada pela natureza superior ou inferior. Quando a mente santificada está no controle, o corpo não é abusado. A saúde floresce. O corpo se torna um instrumento adequado através do qual o cristão ativo pode servir a seu Mestre. Santificação que não inclua o corpo não é completa. Nossos corpos são templos de Deus. Nós deveríamos sempre buscar mantê-lo santo e glorificar a Deus através dele (1 Cor. 6:19, 20).

      É necessário mencionar que embora a Bíblia fale de duas ou três partes no homem, o faz apenas para efeito didático. Temos componentes mentais, emocionais e físicos, mas somos indivisíveis.

      Tanto a Bíblia como o nosso linguajar comum e poético não pervertem as coisas. Por exemplo, quando a Bíblia diz que “saiu-lhe a alma e expirou, quer simplesmente dizer: morreu. Quando dizemos “quer uma mãozinha”, “estou distante mas minhas mãos estão estendidas até você”; não pensamos em mão pequena, nem mão de borracha, apenas entendemos: “estou pronto para ajudá-lo”. Quando dizemos “põe a mão na consciência”, ninguém entende que a mão tem tal capacidade; entendemos: “reflita no assunto”.

      Quando Jesus disse: temei aqueles que podem matar o corpo e a alma, Ele deu-nos a entender duas coisas:
      1) Para aqueles que pensam que a alma é imortal Ele disse: cuidado; pois ela pode morrer;
      2) O sentido correto e simples é: “cuidado com o morrer sem estar preparado para a vida eterna, pois de quê adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida” (alma)?

      Portanto, as expressões corpo, alma, espírito, coração, rins, pés, mãos, usadas na Bíblia podem receber a interpretação normal que damos a elas sem o vício da interpretação pagã.

      A sequência apresentada por Paulo – primeiro o espírito, então a alma e finalmente o corpo – não é mera coincidência. Quando o espírito é santificado, a mente se encontra sob o controle divino. A mente santificada, por sua vez, exercerá influência santificadora sobre a alma, ou seja, sobre os desejos sentimentos e emoções. A pessoa em cuja vida a santificação está presente, não irá abusar do corpo, de modo que a saúde física também florescerá. Portanto, o corpo se torna um instrumento santificado através do qual o cristão pode servir ao seu Senhor e Salvador.

      Um abraço carinhoso.

      Cris

  2. Parabéns pela iniciativa, esse artigo ajudará muitas pessoas.

  3. Ola Senhora Cris. Só tenho uma consideração a fazer. Já é de consenso de todos os amantes da palavra teólogos ou não, que “as parábolas” utilizadas por Jesus eram ilustrações para transmitir uma VERDADE espiritual aplicada ao homem. Ou seja, a parábola do rico e do lázaro não se trata apenas de uma fábula contemporânea de Jesus para “enfeitar”.Nosso Jesus não tinha o método de utilizar fábulas, e nem transmitir coisas que não fossem verdades literais. O fato de Jesus utilizar o termo “dormir” para ilustrar a morte, como tantas outras vezes vemos na bíblia o mesmo termo, só nos reforça a crer que era uma maneira de tratar e apresentar algo desconhecido e sobrenatural, como a morte e condição pós morte, ao homem vivo e natural.

  4. marcio santos

    Corpo, alma e espírito. 1 Tessalonicenses 5:23
    Você me diz que somos alma vivente mas o texto acima mostra que somos tri partidos. Cada elemento em sua forma real.

    • Evangelho Perdido

      Olá, Márcio! Graça e Paz, querido irmão.

      Não foi eu quem afirmou que somos alma vivente, mas a Palavra:

      “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” (Gênesis 2:7)

      Ou seja, não temos uma alma, MAS SOMOS UMA. Já que a Bíblia não se contradiz, não podemos ficar agarrados a textos isolados. Paulo no texto referido por você foi apenas poético, querendo apenas enfatizar a ideia que TODO NOSSO SER precisa está irrepreensível e santo para a vinda de Jesus.

      Paulo não tem como objetivo tratar das partes que compõe o ser humano. O que temos aqui é Paulo considerando a pessoa humana de pontos de vistas diversos (em sua totalidade) e não como partes diversas que a compõe. O mesmo acontece, por exemplo, em Marcos 12:30: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força”. Aqui são citadas quatro diferentes nuances da nossa parte imaterial e material, o que não significa que somos compostos por essas quatro partes como que separadas.

      Dessa forma, fica bastante claro que somos um corpo, que é o que representa a nossa materialidade. E somos um espírito ou alma, que representa a nossa parte imaterial que, unida ao corpo, compõe o nosso ser criado por Deus em sua totalidade. Dentro do corpo e alma (ou espírito) temos diversas nuances que demonstram a nossa complexidade enquanto seres humanos feitos à imagem e semelhança de Deus.

      Simples assim.

      Um abraço carinhoso.

  5. Fabio

    Paz. Me esplique oq vai acontecer na segunda recureiçāo com com aqueles que foram condenados. Deus vai eliminar eles? Ou vai fica sofrendo no lago de fogo como mt falam?

  6. José Leonardo Queiroz Silva

    Boa noite irmão, paz. Primeiramente parabéns pelo trabalho. Mas fiquei com uma dúvida, na verdade duas! 1° se o espírito volta a Deus, como seremos ressuscitado na volta de Cristo, se o nosso espírito já está junto a Deus? É como se estivéssemos dormindo e depois Deus devolvesse o espírito ou fôlego da vida, para que assim Jesus recussitasse os mortos? Ou nesta ressurreição refere somente ao corpo, e assim na glória seria dado o espírito ou fôlego da vida novamente? 2° Um bebê que morre, 6 meses de vida, ele irá ao céu ou permanecerá em estado de sono? Se o bebê não tem pecado precisaria aguardar Cristo? Ou ele já subiria automaticamente, por não aver nele pecado?

    • Evangelho Perdido

      1) Se o espírito volta a Deus, como seremos ressuscitados na volta de Cristo, se o nosso espírito já está junto a Deus? É como se estivéssemos dormindo e depois Deus devolvesse o espírito ou fôlego da vida, para que assim Jesus recussitasse os mortos? Ou nesta ressurreição refere somente ao corpo, e assim na glória seria dado o espírito ou fôlego da vida novamente?

      Em minha opinião, o texto de Eclesiastes que afirma que o espírito (fôlego de vida) volta a Deus que o deu, é mais poético do que literal. É apenas uma forma bonita de dizer o seguinte: o ser humano, ao morrer, cessa de respirar, apaga, desliga.. o corpo volta a ser o que o originou.. e o fôlego volta para quem o soprou naquele corpo.. Mas, se for literal, ou seja, o fôlego, de algum jeito, sendo retido em algum lugar e de alguma forma no céu, não podemos achar isso IMPOSSÍVEL. para nós é uma coisa incompreensível, mas tempos que lembrar que, mesmo não compreendendo como, Deus é poderoso e determina o quÊ e como quiser. O que importa, mesmo, no final das contas, é que este texto de eclesiastes, tão usado pelos imortalistas, DE MANEIRA NENHUMA AFIRMA QUE UM ESPÍRITO CONSCIENTE SAI DO CORPO E FICA RETIDO EM ALGUM LUGAR, ESPERANDO O DIA DA RESSURREIÇÃO.. um fantasma sem corpo.. vagando em algum lugar. Ou pior ainda, como muitos ensinam, o espírito dos santos que morrem vão direto para o céu.. dos ímpios, direto para o inferno de fogo eterno. Isso é engano puro!

      A bíblia afirma que SOMOS alma vivente… e não que TEMOS uma alma. Portanto, ao morrermos, TODO nosso ser se apaga, morre de verdade e completamente. E, na ressurreição, o seguinte ocorrerá:

      “Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.” (1 Tessalonicenses 4:15,16)

      E TODO nosso ser despertará.. ou para vida eterna, junto com Deus e o Cordeiro… Ou para morte eterna, sendo que estes serão exterminados completamente e não queimarão eternamente.

      2) Um bebê que morre, 6 meses de vida, ele irá ao céu ou permanecerá em estado de sono? Se o bebê não tem pecado precisaria aguardar Cristo? Ou ele já subiria automaticamente, por não haver nele pecado?

      Deixa eu lhe responder por partes. Vamos começar sobre da criança ter ou não ter pecado. É isso que a Bíblia afirma. Ela afirma, claramente, que das crianças é o Reino de Deus e que da boca dos pequeninos procede ao perfeito louvor.

      “O povo trazia-lhe também as crianças, para que as abençoasse. Mas assim que os discípulos notaram isso, repreenderam aqueles que as haviam trazido. Jesus, porém, chamando as crianças para junto de sim ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a eles.” (Lucas 18:15,16) – Tradução da Bíblia King James

      “E perguntaram-lhe: Ouves o que estes estão dizendo? Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?” (Mateus 21:16)

      O problema começa, Leonardo, quando líderes e pastores se apegam nestes textos (também nas referências Marcos 10:14; Mateus 19:13-14; Mateus 21:15-16) para afirmar que as crianças ou bebês estão automaticamente isentos de qualquer condenação, pois não possuem pecados. E, estejam certos, esse ensino não condiz com a verdade bíblica.

      Vamos analisar alguns textos:

      “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Salmos 51:5)

      Davi, ao confessar seu pecado de adultério, se lembra que esta condição de pecado se originou desde o ventre materno. Preste atenção: antes da queda do homem, não iria existir a morte, nem as enfermidades! Porém, com o pecado, esses horrores atingem a humanidade. Pois bem, se as crianças não têm pecado, então elas não poderiam morrer e nem ficarem enfermas, porque isto só ocorre por causa do pecado! POrtanto, caro leitor, diante deste texto tão evidente, afirmo que toda criança, inclusive bebês, fetos e tudo que tem o gene do ser humano, habita ali o pecado.

      Mas, vamos nos aprofundar nessa questão. O que difere a criança de um adulto? A completa consciência das conseqüências de seus atos! Por mais que uma criança compreenda que o que ela está fazendo está errado, como por exemplo, desobedecer a seus pais, jamais alcançaria o entendimento de um adulto com relação a isto.

      Esteja certo que todos os pequeninos têm um instinto de maldade neles. Sentem ciúmes, inveja, cobiça, são egoístas, desobedecem, enfrentam os pais, dão birras, murmuram quando não são atendidos em suas vontades. Quero chamar a atenção que, para isto, não são ensinados. Ninguém ensina os filhos a sentirem cobiça ou serem desobedientes ou birrentos, pois essas coisas já nascem com eles. É claro que uns são mais e outros menos, porém todos possuem estas raízes do pecado.

      Diante dessas análises apresentadas, creio que você já chegou a alguma conclusão, não estou certa? Entende que até as crianças precisam de Deus? A questão é que, espiritualmente falando, os pais são os responsáveis pelos seus pequeninos. Oração de consagração ao nosso Pai Eterno, por exemplo, é algo tremendamente importante e muitos pais descuidam disso. Os pais precisam proteger seus pequenos das ações do diabo. Muitas crianças começam a ter pesadelos terríveis, passam a andar com um amigo imaginário, etc.. e muitos pais acham essas coisas normais.

      Olha pra mim. Se você não comprar briga com os trevas, junto a Cristo, para proteger seus filhos deste mundo tenebroso, onde satanás é o príncipe usurpador, quem sofre são os pequenos. A bíblia afirma que precisamos instruir as crianças, desde cedo, no caminho em que devem andar.

      O novo testamento tem um texto que é forte sobre isto. Em 1 Coríntios 7:14 diz: “Porque o marido descrente é santificado pela mulher e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os VOSSOS FILHOS SERIAM IMUNDOS; mas, agora são santos (separados – filhos da aliança)”.

      Resumindo, para ficar bem claro:
      1) As crianças são pecadoras (independente se são ou não filhos de crentes);
      2) Precisam de Deus em suas vidas;
      3) Deus tem uma ligação mais fácil com elas do que com os adultos;
      4) Deus tem uma aliança em separado com os filhos de quem temem a Ele.

      O fato é que, é muito complicado dizer que todas as crianças estão salvas, mas também é complicado dizer que só os filhos dos que servem a Deus estão salvos (porque as tais, mesmo que pecadoras, possuem uma inocência que falta nos adultos).

      E se eu concluir assim:
      – Todas as crianças são salvas, mesmo as que não tem um conhecimento do Deus verdadeiro e nem são filhas da aliança, pela misericórdia de Deus, pois são ignorantes com relação a palavra de Deus;
      – Somente as crianças que tem Deus em seu coração ou são filhos de pais que os consagram à Ele é que são salvas, as demais se morrerem estão perdidas por não pertencerem a aliança.

      Em ambas não há qualquer injustiça! Na primeira creio que é o pensamento da maioria, sendo assim, não vou me aprofundar. Com relação à segunda resposta, e creio ser a mais polêmica, por contrariar o bom senso das pessoas, devemos levar em conta a SOBERANIA de Deus.

      Temos textos na palavra que nos ensinam a entender a soberania de Deus, como 1 Coríntios 29:11-12; Salmos 135:6; Salmos 62:11; Jeremias 10:12-13. De todos os citados, só faltou Romanos 11:33-36 que é o mais profundo no tema, por se tratar de uma rejeição de um povo e acolhimento do outro, ou seja, algo que parece injusto se pegarmos os capítulos passados de Romanos. Mas a sabedoria de Deus, por meio de sua soberania, mesmo que não compreendida, está muito mais elevada que nossas conclusões!

      Por mais que seja terrível a verdade desta segunda resposta, temos que entender que a soberania e sabedoria de Deus está acima de nossos “bons sensos de justiça”, porque o pecado levou e tem levado a humanidade para a perdição e isto engloba do mais velho até o mais jovem.

      Portanto, sim. Crianças e adultos que já morreram serão ressuscitadas do mesmo jeito. A palavra se aplica a todos os seres humanos, independente da idade. Crianças e adultos mortos estão nos túmulos, em estado de sono, e não com seus espíritos vagando em algum lugar. E também, segundo a Bíblia, apenas para deixar clara a minha posição e ensino, ninguém vai para o céu, pois a Palavra afirma que Jesus descerá e a NOVA JERUSALÉM TAMBÉM, juntamente com nosso Pai Eterno, para a terra. Então, o que os santos farão no céu? (Veja o link que trata sobre essa questão.. )

      Obrigada por comentar neste blog, viu? Estarei sempre às ordens.

      Abraço carinhoso.

      Cris

  7. Olá Cris, eu sou um estudante da palavra de Deus, não me apego a nenhum sistema religioso, pois o sistema religioso está corrompido com doutrina pagã. Eu acredito somente nas Escrituras Sagradas, eu vi alguns estudos seus e concordo plenamente. Quando tiver tempo verei os outros, vc está de parabéns.

  8. Flaviano

    Olá ! Parabéns pleo blog

    Olá como vc explica presença de Moisés no monte da transfiguração.Moisés morreu, certo?

  9. Claudo Pires

    BOA TARDE ! CRIS … RESPEITO O SEU ENTENDIMENTO, MAS O QUE ME DIRIA SOBRE O TEXTO BÍBLICO EM QUE SE REFERE DA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS SANTOS, DESCRITO EM MATEUS 27:52-53 “52 E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; 53 E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos.” JÁ QUE SEGUNDO O SEU ENTENDIMENTO TODOS DEVEM PERMANECEREM MORTOS ATÉ A VOLTA DE JESUS PARA O JUÍZO FINAL? E SEGUNDO O TEU ENTENDIMENTO TODOS AINDA ESTÃO MORTOS. PARA ONDE FOI LEVADO OS QUE RESSUSCITARAM COM CRISTO QUANDO ELE RESSUSCITOU. JÁ QUE SEGUNDO O TEXTO BÍBLICO DIZ QUE “ENTRAM NA CIDADE SANTA”. ?????????????

    • Evangelho Perdido

      Olá, irmão Claudo!
      Obrigada por comentar no blog, viu? Será sempre muito bem-vindo!

      A ressurreição daqueles santos no momento da morte do nosso Salvador foi um evento isolado e especial. Não foi só isso que aconteceu assim que Jesus morreu, porque foi um evento e tanto….. Veja o verso 51: “E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras; Houve um terremoto, o dia escureceu e alguns santos saíram dos túmulos.”… O fato de alguns santos saírem dos túmulos naquele dia de forma nenhuma entra em conflito com o fato de a Bíblia afirmar que os seres humanos aguardam nos sepulcros o dia que ouvirão a voz de Cristo e ressuscitarão. E não entra em conflito porque este foi um EVENTO ÚNICO E ESPECIAL, não se tornando regra. A morte de Jesus não foi algo qualquer. O Filho de Deus estava ali passando pela mesma maldição que os filhos de Adão passam, sendo que ele era SANTO, sem pecado algum! Abalou tudo. Com certeza não foi um evento qualquer. Por isso, alguns saírem dos túmulos não causa surpresa.

      CONSIDERE: Se eram santos, qual a necessidade de serem ressuscitados? Já estavam gozando a bem-aventurança, segundo o entendimento atual da cristandade, não estavam? Não, não estavam! Estavam dormindo na sepultura, e acordaram quando o Messias morreu. Esta foi uma ressurreição especial. Depois que saíram do sepulcro foram até Jerusalém (v.53); A Bíblia não volta a falar neles, mas com certeza, como ocorreu com Lázaro, voltaram a morrer e estão agora aguardando a ressurreição, como todos os demais mortos estão.

      Uma coisa precisa ficar MUITO CLARA para derrubar todo o engano atual sobre essa questão: Se Jesus um dia RESSUSCITARÁ OS MORTOS e, a partir daí, e somente a partir daí os santos estarão para sempre com Ele, é sinal de que TODOS os santos que morreram AINDA não estão com Ele, já que a ressurreição ainda não ocorreu.

      Lucas 14:14 diz que a recompensa será na ressurreição dos justos. Em João 11:24 Maria disse a Jesus que Lázaro iria ressuscitar na volta de Jesus e ele já estava morto na sepultura por 4 dias.

      “PARA ONDE FOI LEVADO OS QUE RESSUSCITARAM COM CRISTO QUANDO ELE RESSUSCITOU. JÁ QUE SEGUNDO O TEXTO BÍBLICO DIZ QUE “ENTRAM NA CIDADE SANTA”. ????????????”

      Irmão, os santos que ressuscitaram naquele evento especial não foram levados para lugar algum. Simplesmente, quando saíram dos sepulcros, caminharam até a cidade santa e muitos os viram. Cidade Santa não é o céu ou coisa assim, irmão Claudo, mas refere-se a cidade de Jerusalém. Com certeza estes santos voltaram a morrer posteriormente e estão, no momento, aguardando o maravilhoso e grande dia em que a MORTE SERÁ VENCIDA. E quando será isso? Quando Jesus ressuscitar sua Igreja. Esse dia já aconteceu? NÃO. Então a MORTE ainda leva multidões para os túmulos.

      Fica na paz de nosso amado Mestre Jesus.

      Um abraço.

  10. BOM DIA ! CRIS …A PAZ DO SENHOR ! EU GOSTARIA DE FAZER APENAS UMA PERGUNTA, O QUE VOCÊ ME DIZ DO LUGAR CHAMADO HADES,QUE LUGAR É ESSE? POR FAVOR ME DE UMA RESPOSTA CONCRETA. A PAZ DO SENHOR.

    • Cris Molulo

      Um problema crônico que os tradutores bíblicos enfrentam, Alex, é a tradução para a palavra inferno a partir de palavras gregas. Isso porque a palavra inferno não vem nem do hebraico do AT nem do grego do NT, mas vem do latim infernus, de séculos posteriores. Essa palavra não existe originalmente na Bíblia, cabendo aos tradutores “identificarem” o inferno em palavras gregas tendo por base as suas próprias convicções teológicas. Algumas palavras que foram traduzidas por “inferno” são Sheol, Hades, Tártarus e Geena, sem que o sentido real de algumas dessas palavras fosse realmente o infernus que ficou popularmente conhecido como um local de tormento e castigo.

      O leitor humilde não tem como descobrir, então, o que é e o que não é inferno, por traduzirem todas essas como “inferno” em diferentes ocasiões, conquanto que tenham significados bem distintos entre si. O significado de Sheol ou Hades difere do Tártaro, que por sua vez difere do Geena. É necessário voltamos aos originais se queremos descobrir qual delas é que está no original, em cada citação distinta.

      Sheol/Hades – Sheol (no hebraico) e Hades (transliterado grego) não era um lugar de tormento, mas era puramente sepultura na concepção hebraica bíblica. Abraão foi enterrar o seu filho do Sheol (cf. Gn.37:35). Os ossos vão para o Sheol (e não “espíritos” – ver Salmo 141:7). O Salmo 49:14 nos indica que até as ovelhas descem para o Sheol na morte. O Sheol é um local de escuridão, e não de fogo que remete à luminosidade (cf. Sl.88:10-12; Jó 10:20,21; Lm.3:6). O Sheol é um lugar de silêncio, e não de gritaria do inferno (cf. Sl.94:17; Sl.115:17).

      Nunca Sheol/Hades é identificado como um local de tormento e jamais é mencionado o elemento “fogo” nele, senão em contexto parabólico como metaforização. Por tudo isso, o Sheol/Hades nada mais é do que a figura da sepultura. É por isso que Jó iguala o Sheol com o pó da terra: “Descerá ela às portas do Sheol? Desceremos juntos ao pó?” (cf. Jó 17:16). O único lar para o qual Jó esperava ir era a sepultura (ver Jó 17:13), até a ressurreição.

  11. Amada Cris, espero que ainda se lembre de mim. Eu defendo a anos a ideia do estado intermediário, e concordo com você em muitas coisas, mas quanto ao sono não consigo ver. Todos os textos que você citou que fala sobre o sono no sentido de morte o termo hebraico, ou mesmo grego, parece referir a uma figura de linguagem para se referir à morte.
    Jesus afirma ao ladrão na cruz que “ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Embora seja um texto isolado, a única figura aqui é o paraíso, mas Jesus termos que carregam a ideia de que estariam juntos ambos, Ele e o ladrão arrependido. Não tenho tempo para expor tudo, mas o sono alma parece uma interpretação perigosa, embora respeite todos que pensam assim.
    Um grande abraço!

    • Cris Molulo

      Se eu me lembro do meu MESTRE??? Fala sério. Como esquecer, amigo Antonio? De forma nenhuma.
      Vamos aos seus questionamentos. O texto de Jesus com o ladrão na cruz deixa ainda mais evidente a força e verdade desta análise do assunto que estou apresentando. Na verdade, a melhor interpretação do texto que Jesus disse para o ladrão é: “Em verdade lhe digo hoje.. estarás comigo no paraíso!”… E nunca: “hoje estarás comigo no paraíso”… Como posso afirmar isso? Primeiro, que a Bíblia NUNCA se contradiz. E em várias passagens é muito claro a condição humana após a morte. Segundo, se Jesus e o ladrão tivessem ido para o paraíso assim que eles morreram, então teríamos que apagar da Bíblia, além da infinidade de textos que eu mostrei (e ainda vou mostrar), teríamos que apagar o versículo que Jesus a Maria, logo após a sua ressurreição: “Não me toque, porque ainda não subi para meu Pai…” (João 20:17). Ou seja, ele ficou morto por três dias e e ressuscitou. O ladrão ainda está morto, apagado, desconectado, esperando um dia a voz de Cristo despertá-lo de seu sepulcro.

      Nenhum texto da Bíblia dá margem a essa ideia de pessoas desencarnadas, em algum lugar, esperando. Ou, pior, morrer é ir direto para o paraíso do Pai, chamado pela maioria de “céu”, ANTES DA RESSURREIÇÃO. Você, como uma boa parte da cristandade, mas não a maioria, crê que há um lugar intermediário, o que os espíritas chamam de “limbo”, onde almas ficam aguardando a ressurreição. Mas aí seria afirmar que o homem seria imortal e não há respaldo na Palavra para isso, muito pelo contrário.

      No face você disse: “..Embora creia no estado intermediário e que ninguém vai direto para o céu ou para o inferno, mas acho difícil sustentar a ideia de sono. Eu diria talvez um estado excepcional. Deus é poderoso para isso. Por exemplo, na transfiguração ele trouxe Moisés, embora os mortos não voltem mais (Hb 9:27) – Sim, amigo Antonio. Deus teria poder para fazer isso e o que ele quisesse. Mas definitivamente Ele não trouxe Moisés de um lugar intermediário, com sua alma viva. Temos um artigo que será postado em breve que dirá claramente o que realmente aconteceu neste trecho da transfiguração. Mas, crer que Moisés e seja lá mais quem, esteja agora num plano intermediário, só mesmo forçando a interpretação, pois a Palavra não respalda essa ideia.

      Tenho ainda outros artigos da série “A Condição humana após a Morte”. Hoje mesmo um novo será postado. Continue acompanhando, amigo Antonio. Assim que eu postar o último e você tiver analisado por inteiro este assunto no blog, volte com suas questões tão importantes para a ampliação dessa verdade do meio da igreja, tá bem? Isso irá apenas enriquecer o debate, o entendimento. E nada melhor do que fazer essas análises com meu mestre querido!.. Um abraço fraterno.

      • Antonio Carlos G. Affonso

        O fato de Moisés voltar, mesmo encarnado como você disse, já é uma excepcionalidade. Lembre-se que segundo Ec 9:10 e, principalmente Hb 9:27, não nos é permitido voltar aqui, logo, se ele voltou, é uma exceção.
        Quanto a ideia de paraíso no texto do ladrão na cruz. A construção gramatical não permite o que você disse (λεγω σοι σημερον). Jesus está afirmando algo que vai ocorrer naquele momento, ou ao pé da letra em uma tradução livre “neste mesmo dia”. A construção gramatical que você se apóia foi defendida pela primeira vez por Ário e hoje os espíritas a usam muito. Claro que concordo que paraíso não implica céu. Quanto ao fato de Jesus afirmar para não tocá-lo, apenas comprova a excepcionalidade do momento. Sem falar que a ideia de sheol e hades (ou habitação dos mortos) também é descrita quando Jesus pregou aos espíritos em prisão (I Pe 3:19). Se eles não estavam conscientes, como Jesus pregou para eles?
        Claro que concordo que não temos base bíblica forte para afirmar que existe o estado intermediário. Mas independente disto, também não temos como afirmar que estaremos inconscientes pois os textos todos que são apresentados quando aparecem as expressões “sono” ou “dormir” são figuras de linguagem.
        Não sei se você se lembra, quando eu explicava estas questões para vocês dizia que não tinha uma posição definida. Hoje eu não mudei muito, creio que estas coisas se encaixam dentro dos mistérios de Deus como trindade, eleição, milênio, entre tantas outras coisas. Por isso eu ainda prefiro dizer que não sei quando não há clareza suficiente nas Escrituras (Dt 29:29). Mas não desconstruir aquilo que os textos mostram com clareza em detrimento de passagens que mostram figuras de linguagem ou coisas deste tipo. A primeira interpretação para mim deve se basear na literalidade do texto, sem tirá-lo do seu contexto e do contexto maior das Escrituras, mas a literalidade implica no significa maior, não nas figuras de linguagens envolvidas. Logo, quando se fala de “sono” ou “dormir” nos textos em questões, refere-se a morrer, simples assim, ou seja, a literalidade é a morte, não o sono. Quando se interpreta uma metáfora como sendo literal, ocorre uma incongruência textual. Por exemplo, quando eu digo: “Minha esposa é uma gata”. Se a palavra “gata” for interpretada literalmente gera uma incongruência. É isto que se faz quando se afirma que “sono” ou “dormir” são literais nos textos que são usados.
        Logo, se todas as passagens referentes ao sono são figuradas, e a construção grega do texto da cruz não me permite crer de outra forma, fico com a literalidade do texto e com as palavras de Jesus. Isso sem falar na história do rico e Lázaro, que embora possa ser figura, como alguns afirmam, denota algo real. Mesmo as parábolas refletem uma realidade, ainda que não a compreendamos. Sem falar no texto de I Pe 3:19.
        Um grande abraço!

        • Cris Molulo

          Amigo, Antonio. Todos as suas análises neste comentário serão tratadas nos próximos artigos, que já estão prontos! Ao final deste estudo, gostaria que você voltasse para analisarmos juntos o todo. Mas vou lhe dizer uma coisa. Eu passei muito tempo SEM “posição definida” sobre vários assuntos na Bíblia. E isso sempre me incomodou. Fiz dois Seminários e o incômodo TRIPLICOU, pois parecia que não estava certo a Palavra não atingir o propósito completo para o que ela existe. Então, eu clamei ao Pai para retirar de mim AS LENTES DENOMINACIONAIS para que eu enxergasse a sua verdade. E a vi. Hoje, para mim, não há na Palavra NADA analisado como “mistérios de Deus”, pois ele a deixou como nosso MANUAL, nossa BÚSSOLA, nossa DIREÇÃO.. E, no tempo certo, ele está descortinando as doutrinas puras dos apóstolos que foram misturadas com tanto engano, principalmente de Constantino pra cá.

          Em relação ao assunto abordado nessa série de estudos, já tenho uma posição firme, tranquila, aquietada no coração. Sei o quanto as Escrituras estão contaminadas com traduções tendenciosas, mas se eu alargo minhas fronteiras mentais e espirituais e tento analisar a Bíblia como um todo, de Gênesis a Apocalipse, é possível perceber um padrão lógico, coerente, onde textos isolados perdem a força e não confundem mais. Aí, os chamados “mistérios de Deus” deixam de ser. Este blog se propõe a isso. Com toda humildade de meu coração vou continuar postando, despertando, alertando. A noiva será levada pela água abundante, limpa, descontaminada da Palavra verdadeira do Pai. E eu quero ser usada para isso.

          No mais, apenas um destaque. Acho muito difícil a expressão “sono”, “dormir” não serem literais, considerando a ENORME quantidade de vezes utilizada na Palavra. E sobre a Parábola do Rico e Lázaro, já abordei na última postagem. É apenas uma parábola, com enfoque muito longe da doutrina pós-morte. Ele aproveitou uma fábula comum entre seus ouvintes, para exortar e ensinar verdades preciosas conforme explanei no artigo.

          Espera a série ser toda postada. Faltam poucos artigos. Mas quero lhe adiantar uma coisa. Não tenho a ilusão de convencer ninguém já FIRMADO no que acredita, mesmo se essas pessoas ainda vêem certas questões bíblicas como “mistérios de Deus”. Como afirmo ao final de TODOS os artigos, “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”, e sei que alguns ouvirão. E espero que ouça TODOS que estão na hora de ouvir. Fica na paz do nosso Eterno Pai. Abçs.

          • Antonio Carlos G. Affonso

            OK. Posso até aguardar esta série de enfoque. Mas ainda pondero algumas coisas. Os mistérios existem pois o próprio Deus afirma que não nos revelou tudo (Dt 29:29).
            Segundo nosso descanso deve ser na Salvação é não em doutrinas não esclarecidas. São as doutrinas fundamentais que devem estar vivas em nossa mente e nas outras apenas descansamos.
            Terceiro, lembre-se que eu também cheguei em minha denominação com uma teologia ou doutrina já fundamentada em pesquisa própria. Sempre questionei aquilo que vejo não ser coerente com a Palavra. Sou até mau visto quando exponho.
            Quarto, a quantidade de vezes que aparece uma palavra não determina que ela se torna uma doutrina quando todas as vezes que ela aparece for uma figura de linguagem. A doutrina está no significado que ela quer dizer e não no significado da Palavra. Se escrevo para minha esposa chamando-a de “gata” o tempo todo não significa que ela seja uma gata, mas que é ela é bonita. Se “dormir” aparece sempre no sentido de morte, o significado é sempre a morte, e não dormir necessariamente.
            Quinto, o fato da doutrina pós-morte não ser o assunto central da parábola do rico e do Lázaro não tira o ensino da consciência pós-morte. Para que este ensino fosse retirado deveria haver uma doutrina mais clara sobre a inconsciência, algo que nunca encontrei até hoje, e olha que pesquiso este assunto a mais de 20 anos. E sempre procuro retirar as “lentes denominacionais”. Elas nunca me afetaram pois minha teologia foi fundamentada na simples leitura da Palavra e de anotações pessoais desta leitura.
            Por último, a Bíblia nos ordena focar a exposição do evangelho, e este aponta para Cristo crucificado, as outras coisas são apenas adorno. E lembre-se que minha especialidade é a escatologia, mas sei que ela se torna pequena diante da dimensão da cruz. Além disso a Bíblia enfatiza muito a comunhão dos santos. Com estas bases me preocupo, mas os mistérios só me fazem descansar na grandeza de Deus. Não me diminui em nada dizer “eu não sei”, apenas mostra a minha pequenez. Eu não passo do “bichinho de Jacó” eleito pela graça de Cristo.
            Soli Deo Gloria.

          • Cris Molulo

            Antonio, você SEMPRE foi uma referência para mim e continuará sendo. Em que ponto? Justamente no comprometimento com que estuda, ensina, ama a Palavra. Tê-lo lendo os artigos desse blog é uma alegria pra mim e falo sério. Preciso deixar bem claro isso.
            Acredito muito mesmo que os mistérios que Deus não revelou Ele não os deixou escrito na Palavra. Mas, o que deixou, basta que descansemos que uma hora o nosso entendimento será iluminado pelo Espírito. Vamos focar o evangelho sempre, mas sempre também precisamos nos livrar do engano misturado a ele, pois senão estaremos nos alimentando e alimentando pessoas com veneno espiritual. Por isso a Igreja está tão enfraquecida, sem foco, sem poder, sem rumo.
            Os adornos, se não forem SANTOS, como todas as coisas do Eterno, nos desviam do caminho. E se há engano em algum “adorno”, dúvida, seria melhor que a Igreja parasse de ensinar os pontos nebulosos. Porque, quando o faz, se torna participante de ter desviado a muitos.
            E por último, EM NENHUM MOMENTO minha intenção foi diminuir você, amado pastor. Tenho um carinho enorme por você e pela Lu. Estamos apenas trocando ideias preciosas. E abrindo nosso coração na presença do nosso Pai.
            Sei que suas ponderações irão continuar. Sei que você provavelmente nunca caminhará comigo em minhas ideias. Mas prossigo sem medo de está desviada, confusa ou enganada ou entre a minoria. Há sempre coisas preciosas do Pai entre a minoria, por isso Jesus as preferia. Vou continuar escrevendo sobre os pontos centrais e os adornos. Externando os pontos nevrálgicos de engano onde ele estiver. Não posso mais parar. Não há tempo para isso!
            Fica na paz de nosso Pai.

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