Cristianismo Pagão

Práticas inúteis e/ou pagãs adotadas pelo Cristianismo!

A maioria das atuais práticas da fé protestante não tem absolutamente nada a ver com o NT. Praticamente tudo que a cristandade faz hoje chegou até ela incidentalmente. Virtualmente, todas essas principais práticas entraram na Igreja durante os 50 anos do Imperador Constantino (d.C. 324) ou durante os 50 anos após o começo da Reforma (1517).

Muita coisa que você faz hoje dentro de sua igreja, caro leitor, se pesquisar de verdade a origem, você nunca poderá voltar a dizer,“nos baseamos na Bíblia. Fazemos tudo conforme o NT”.

Mas há uma tragédia maior aqui. Tomaram o NT e o torceram, fazendo o NT endossar o que é feito hoje. Esta mentalidade — que é universal — foi absorvida tanto pelo leigo como pelo clero. Esta mentalidade vem — e continua — destruindo a fé cristã. Herdamos uma situação tal que não temos absolutamente nenhuma ideia de como nossa fé deveria ser praticada.

O que é que precisamos fazer? No que se refere à prática de nossa fé hoje, necessitamos começar tudo da estaca zero, deixando de lado tudo que praticamos hoje. Em segundo lugar, necessitamos aprender a história do século I e depois prosseguir em nossas próprias práticas.

Sugiro a leitura do livro “Cristianismo Pagão”, de Frank Viola (Leia e/ou baixe o livro aqui). Neste artigo, apresento apenas um resumo do contexto histórico das principais práticas do cristianismo, mas no livro a análise é aprofundada e de suma importância para nosso entendimento e mudança de atitude.

Recomendo não apenas a leitura deste livro, mas também falar sobre ele com outros cristãos que conhece para que também o leiam. E depois? Siga sua consciência. Faça isso, e verá o ressurgimento daquelas simples e primitivas práticas do século I.

A experiência provê a dolorosa prova de que as tradições, uma vez engendradas, são primeiramente tidas como úteis, depois consideradas necessárias, até finalmente serem transformadas em ídolos. Todos têm que se curvar diante delas ou haverá punição.

Todas estas práticas listadas abaixo são pós-bíblicas, pós-apostólicas, e influenciadas pela cultura pagã, ou seja, preceitos e rituais adquiridos de outras religiões e culturas que hoje estão infiltrados no cristianismo, e não tem nada ha ver com os ensinamentos de Jesus e os Apóstolos.

O CULTO

O cristão que frequenta a igreja moderna observa a mesma superficialidade litúrgica cada vez que vai à igreja. Não importa qual denominação protestante ele pertença — seja batista, metodista, reformada, presbiteriana, evangélica livre, igreja de Cristo, discípulos de Cristo, pentecostal, carismática, ou não denominacional — o serviço da igreja nas manhãs de domingo é virtualmente o mesmo em todas as igrejas protestantes. Mesmo entre as denominações chamadas “vanguardistas” (como Vineyard e Calvary Chapel) as variantes são mínimas.

Todas as tradições protestantes partilham as mesmas características trágicas em sua liturgia: Elas são celebradas e dirigidas por um clérigo, o sermão é a parte central, os membros são passivos e não tem permissão para ministrar.

Culto Dominical Matutino – Evoluiu da Missa de Gregório no século VI até as revisões feitas por Lutero, Calvino, Puritanos, a tradição da Igreja Livre, Metodistas, Evangelistas Fronteiriços e Pentecostais.

Duas Velas Colocadas Sobre a “Mesa da Comunhão” e Queima de Incenso – Prática adotada do cerimonial da Corte Imperial Romana do século IV. A “Mesa da Comunhão” foi introduzida por Ulrich Zwinglio no século XVI.

Congregação Levanta-se e Canta Quando o Clero Entra – Prática adotada do cerimonial da Corte Imperial Romana no século IV. Introduzida na liturgia protestante por João Calvino (1509-1564).

Entrar na Igreja com uma Atitude Sombria e Reverente – Baseada na visão piedosa medieval. Prática introduzida no culto protestante por João Calvino e Martin Bucer (1491-1551).

Condenação e Culpa por faltar no culto dominical – Prática adotada pelos Puritanos da Nova Inglaterra no século XVII.

A Extensa “Oração Pastoral” Que Precede ao Sermão – Adotada pelos Puritanos do século XVII.

A Meta de Toda Pregação é Ganhar Almas Individualmente – Prática adotada pelos Revivalistas Fronteiriços do século XVIII.

Apelo ao Altar – Prática inventada pelos Metodistas do século XVII e popularizada por Charles Finney (1792-1872).

Boletim da Igreja (liturgia escrita) – Criado em 1884 com a máquina duplicadora (stencil) por Albert Blake Dick.

O Hino “Solo” de Salvação, Visitação Porta-a-Porta, e Propaganda/Campanha Evangelística – D.L. Moody (1837-1899).

Cartão de Decisão – Inventado por Absalom B. Earle (1812-1895) e popularizado por D.L. Moody.

Curvar a Cabeça com os Olhos Fechados e Elevar a Mão em Resposta à Mensagem de Salvação – Billy Graham no século XX.

Slogan “Evangelizar o Mundo em Uma Geração” – Inventado por John Mott por volta de 1888.

Solo ou Música Coral Tocada Durante a Oferta – Prática inventada pelos Pentecostais do século XX.

Os pastores falam rotineiramente a suas congregações, “fazemos tudo conforme a Bíblia”, contudo, praticam esta férrea liturgia. Eles não agem corretamente. (Acredito que esta falta de veracidade deve-se mais à ignorância do que à má fé).

Verifique sua Bíblia do começo ao fim, você não encontrará nada semelhante a isso. Os cristãos do século I nada sabiam sobre tais coisas. Na realidade, essa liturgia protestante tem tanto apoio
bíblico quando à Missa católica! Nenhuma das duas tem qualquer ponto de contato com o N.T.

As reuniões da Igreja Primitiva eram marcadas pelo funcionamento de cada membro, numa espontânea, livre, vibrante e aberta participação. Era um encontro fluido, não um ritual estático. E era imprevisível, bem diferente do culto da igreja moderna.

O SERMÃO

O sermão é a base da liturgia protestante. Por 500 anos, vem funcionando como um relógio. Cada domingo pela manhã, o pastor sobe ao púlpito e profere uma inspiradora pregação a uma audiência passiva que esquenta os bancos.

Alguém que acompanha o que acabo de escrever responderá sem duvidar: “Há pessoas pregando ao longo de toda Bíblia. Portanto, o sermão é bíblico!”

As Escrituras registram homens e mulheres pregando. Todavia, há uma grande diferença entre a pregação inspirada pelo Espírito, descrita na Bíblia, e o moderno sermão. Esta diferença quase sempre passa por alto porque fomos condicionados a não nos importarmos. Em vez de ajustarmos nossas práticas à Bíblia, lemos a Bíblia visando ajustá-la às nossas práticas. Então, equivocadamente, aceitamos o púlpito como algo bíblico.

Jesus não pregava um sermão regular à mesma audiência. Sua prédica e ensino consistiam de muitos formatos. Ele passava suas mensagens a muitas e diferentes audiências. (Certamente Ele compartilhou a maior parte de seus ensinos com os discípulos. Todavia, as mensagens que Ele compartilhou com eles foram consistentemente espontâneas e informais).

Seguindo o mesmo modelo, a pregação apostólica registrada em Atos dos Apóstolos possui as seguintes características: Foi esporádica; Foi proferida em ocasiões especiais para tratar de problemas específicos; Foi extemporânea e sem estrutura retórica; Foi na maioria dos casos um diálogo (incluía debates e interrupções por parte da audiência) em vez de um mero monólogo (apenas um sentido).

Sermão Moderno – Prática copiada dos sofistas gregos, os quais eram mestres em oratória e retórica. João Crisóstomo (347-407) e Agostinho (354-430) popularizaram a homilia greco-romana (sermão) e a tornaram central na fé cristã.

Sermão de Uma Hora, Sermão Anotado, e Sermão Dividido em Quatro Partes – Invenções dos Puritanos do século XVII.

EDIFÍCIO DA IGREJA

O antigo Judaísmo estava centrado em três elementos: O templo, o sacerdócio e o sacrifício. Quando Jesus veio, Ele cancelou os três elementos cumprindo-os em Si mesmo. Ele é o Templo que incorpora uma casa nova e viva feita de pedras vivas — “sem mãos [humanas]”. Ele é o Sacerdote que estabeleceu um novo sacerdócio. Ele é o Sacrifício perfeito e definitivo. No paganismo greco-romano estes 3 elementos também estavam presentes: Os pagãos tiveram seus templos, seus sacerdotes e seus sacrifícios.

Foram apenas os cristãos que descartaram todos estes elementos. Poder-se-ia dizer que o cristianismo foi a primeira religião sem templos, caso pudéssemos dizer que o cristianismo é uma religião. Pois não é. É um relacionamento com o Messias. Na mente do cristão primitivo, era a pessoa que constituía o espaço sagrado, não a arquitetura. Os primeiros cristãos entendiam que eles mesmos – coletivamente – eram o templo de Deus e a casa de Deus.

Tendemos a esquecer facilmente que os primeiros cristãos viraram o mundo de cabeça para baixo sem tais edifícios.

Começou com Constantino por volta de 327 d.C. Os primeiros edifícios de igreja inspiraram-se nas basílicas romanas as quais tiveram como modelo os templos gregos.

Espaço Sagrado – Os cristãos copiaram esta ideia dos pagãos nos séculos II e III. Os túmulos dos mártires eram tidos como “sagrados”. No século IV, foram erigidos edifícios de igreja sobre tais túmulos, isto originou os edifícios “sagrados”.

Cadeira do Pastor – Deriva-se de cathedra, que era a cadeira ou trono do bispo. Esta cadeira substituiu o assento do juiz na basílica romana.

Isenção de Impostos da Igreja e Clero Cristão – O Imperador Constantino isentou as igrejas do pagamento de impostos em 323 d.C. Ele isentou o clero do pagamento de impostos em 313 d.C., privilégio desfrutado pelos sacerdotes pagãos.

Vitrais Coloridos – Foram primeiramente introduzidos por Gregório de Tours (538-593) e aperfeiçoados por Suger (1081-1151), abade de São Denis.

Catedrais Góticas – século XII. Tais edifícios foram erigidos conforme a filosofia pagã de Platão.

Campanário – Inspirado na antiga Babilônia e na arquitetura e filosofia egípcia, o campanário foi uma invenção Medieval popularizada e modernizada em 1666 pelo Sr. Christopher Wren em Londres.

Púlpito – É utilizado na igreja cristã desde 250 d.C.. Vem do grego “ambo”, um púlpito usado tanto pelos gregos como pelos judeus para proferir monólogos.

Banco de Igreja – Evoluiu entre os séculos XIII e XVIII na Inglaterra.

O PASTOR

O pastor é tão predominante nas mentes da maioria dos cristãos que, na realidade, ele é mais bem conhecido, mais louvado, mas mais confiado do que o próprio Jesus Cristo!

Mas há aqui uma profunda ironia. Não há um só versículo em todo NT que apoie a existência do moderno pastor dos nossos dias! Ele simplesmente nunca existiu na igreja primitiva. (Note que eu utilizo o termo “pastor” ao longo deste capítulo para descrever o moderno ofício e papel que ele desempenha. Eu não me refiro ao indivíduo específico que exerce este papel. Aqueles que exercem o ofício de pastor são pessoas maravilhosas. Eles são honrados, decentes e muitas vezes cristãos dedicados que amam a Deus, zelosos em servir Seu povo. Mas é ao papel que eles estão cumprindo que a Bíblia e a história da igreja se opõem).

“E ele deu alguns como Apóstolos, alguns como profetas, alguns como evangelistas e alguns como
PASTORES e professores”. (Efésios 4:11) [ênfase minha].   Pode-se fazer as seguintes observações acerca deste texto. Este é o único versículo no NT onde a palavra “pastor” é usada. Um verso solitário é uma peça sumamente escassa de prova para dependurar toda a fé protestante!

A palavra é usada no plural, ou seja, “pastores”. Isto é significativo. Sejam lá quais forem estes “pastores”, eles são plurais na igreja, não singulares. Assim, pois, não há qualquer suporte bíblico para a prática do Sola Pastora (pastor único).

Um pastor do século I nada tem a ver com o sentido especializado e profissional que veio a ter na moderna cristandade. Assim, pois, Efésios 4:11 não se refere a um cargo pastoral, mas meramente a uma das muitas funções na igreja. Pastores são aqueles que naturalmente proveem nutrição e
cuidado às ovelhas de Deus. Porém, é um profundo erro confundir pastores com um ofício ou título como comumente se concebe hoje.

Até o século II a igreja não teve nenhuma liderança oficial. Tais lideranças nas igrejas do século I eram certamente raras. Eram grupos religiosos sem sacerdote, templo ou sacrifício. Os próprios cristãos conduziram a igreja sob o comando direto de Jesus Cristo.

Entre o rebanho estavam os anciões (pastores ou inspetores). Todos esses homens estavam em pé de igualdade. Não havia uma hierarquia entre eles. Também estavam presentes obreiros extras que plantavam igrejas. Estes eram chamados de “enviados” ou Apóstolos. Mas eles não fixavam residência nas igrejas que cuidavam. Tampouco as controlavam. O vocabulário sobre liderança no NT não permite nenhuma estrutura piramidal.

O ofício pastoral vem roubando seu direito de funcionar como membro do Corpo de Cristo! Esse ofício fecha sua boca e prende-o ao banco. Isso distorce a realidade do corpo, fazendo do pastor uma grande boca e de você uma orelhinha. Isso deixa você na condição de espectador mudo capaz apenas de fazer anotações do sermão e de passar a bandeja da oferta!

Mas isso não é tudo. A moderna posição de pastor passa por cima do principal ensinamento da carta aos Hebreus — sobre a finalidade do sacerdócio. Torna ineficaz o ensinamento de I Coríntios 12-14, de que cada membro tem o direito e o privilégio de ministrar em uma reunião eclesiástica. Anulou a mensagem de I Pedro 2 de que cada irmão ou irmã é um sacerdote funcional.

O moderno pastor prejudica não apenas o povo de Deus, ele prejudica a si mesmo. A posição de pastor de uma forma ou de outra atrofia os que assumem essa função. As freqüentes depressões, vazio, estresse, e o desequilíbrio emocional são terrivelmente constantes entre os pastores.

Naturalmente, Jesus Cristo nunca desejou que alguma pessoa desempenhasse a variedade de
coisas que se requer do pastor! Ele nunca desejou que alguém carregasse uma carga tão pesada.

Bispo Único (predecessor do pastor moderno) – Inventado por Inácio da Antioquia por volta de 115 d.C.. O modelo do bispo único não prevaleceu na igreja até o século III.

Liderança Hierárquica – Trazida à igreja por Constantino no século IV. Trata-se de um estilo de liderança herdado dos babilônicos, persas, gregos, e romanos.

Clero e Leigo – A figura do “Leigo” surgiu pela primeira vez nos escritos de Clemente de Roma em 100 d.C. A figura do “Clero” surgiu pela primeira vez com Tertuliano (160-225). Pelo século III, os líderes cristãos foram universalmente chamados de “clero”.

Moderna Ordenação – Evoluiu do século II ao século IV. Foi copiada do costume romano de ordenar funcionários públicos. A ideia do ministro ordenado como “homem de Deus” pode ser atribuída a Agostinho (293-373), Gregório de Nacianceno (329-389), e Crisóstomo (347-407).

O Título de “Pastor” – Os padres católicos que viraram ministros protestantes não foram universalmente chamados de “Pastores” até o século XVIII pela influência dos Pietistas Luteranos.

COSTUMES DOMINICAIS MATUTINOS

Cristãos Vestindo Suas “Roupas Dominicais” para ir à Igreja – Começou pelo século XVIII com a Revolução Industrial tornando-se prática comum durante o século XIX. Esse costume teve suas raízes nos esforços da emergente classe media de imitar seus contemporâneos ricos aristocratas.

As Vestes Clericais – Tal costume foi iniciado em 330 d.C. quando o clero cristão adotou o traje dos funcionários públicos romanos. No século XII, o clero começou cotidianamente a usar roupas que os distinguiam das pessoas comuns.

A Roupa do Pastor Evangélico – Assim como a batina estudantil preta foi utilizada pelos ministros da Reforma, o terno formal preto tornou-se a veste típica do pastor moderno do século XX.

O Colarinho (invertido) Clerical – Foi inventado pelo Reverendo Dr. Donald McLeod de Glasgow em 1865.

MINISTÉRIO MUSICAL

Coro – Foi provocado pelo desejo de Constantino de imitar a música profissional usada nos cerimoniais imperiais romanos. No século IV, os cristãos se inspiraram nos corais usados nos dramas e templos gregos.

Coro Infantil – Iniciou no século IV, a ideia foi copiada dos coros de meninos usados pelos pagãos.

Procissões e Rezas nos Funerais – Tais práticas se inspiraram no paganismo Greco-romano do século III.

Grupo de Louvor – Foi iniciado em 1965 na Capela do Calvário, posteriormente padronizado pelo concerto de rock secular.

DÍZIMO E SALÁRIO CLERICAL

Há dízimo na Bíblia? Sim, o dízimo é bíblico. Mas não é cristão. O dízimo pertence à velha
Israel. Foi essencialmente um imposto de renda. No primeiro século, no NT, não há registro de
cristãos dizimando. Não se tornou uma prática cristã generalizada até o século VIII. O dízimo teve origem no imposto de 10% usado no Império Romano e posteriormente justificado pelo Velho Testamento.

Se um crente deseja dizimar voluntariamente ou com base em uma convicção, não há problema.
O dízimo chega a ser um problema quando é apresentado como um mandato de Deus, obrigatório
para todo crente. O dízimo obrigatório representa opressão aos pobres. Não são poucos aqueles que são empurrados para uma pobreza mais profunda porque alguém lhes disse que se não dizimarem estarão roubando a Deus.

Embora o dízimo seja bíblico, não é cristão. Jesus Cristo não o afirmou. Os cristãos do século I
não o observaram. E por cerca de 300 anos o povo de Deus não o praticou. Dizimar não foi uma
prática aceita em grande escala entre os cristãos até o século VIII!

O ato da oferta no NT era segundo a capacidade de cada um. Os cristãos doavam para ajudar
outros tanto como para apoiar obreiros apostólicos, permitindo-lhes viajar e fundar igrejas. Dessa forma, fluía entre o povo de Deus um grande prazer e alegria em contribuir, ofertar. E é sempre abençoador abençoarmos todos os que necessitam ao nosso redor. Ou sustentar novos projetos ou sustentar homens e mulheres que desejem dedicar TODA a vida e tempo em discipular, retirar outros dos vícios, ensinar a palavra, etc.

Salários Clericais – Instituído por Constantino no século IV.

O Prato de Coleta – O prato de esmolas surgiu no século XIV. A passagem do prato de coleta começou em 1662.

O Porteiro – Começou com a Rainha Elizabeth I (1533-1603). O antecessor do porteiro é o zelador da igreja que remonta ao século III.

BATISMO

É típico na maioria das igrejas modernas somente aplicar o batismo depois de passado um grande período de tempo após a conversão. Muitos cristãos são salvos em determinado momento e batizados muito tempo depois. No século I esta prática era desconhecida. Na igreja primitiva, os convertidos eram batizados imediatamente após a conversão. Um pesquisador fala sobre batismo e conversão, “Ambos andavam juntos. Os que se arrependiam e acreditavam na Palavra eram batizados. Até onde sabemos, esse padrão era invariável”

Isso começou no século II. Alguns cristãos influentes ensinavam que o batismo necessitava ser
precedido por um período de instrução, oração e jejum. Esta tendência piorou no século III
quando alguns dos novos convertidos tinham que esperar até três anos pelo batismo! Se você fosse um candidato ao batismo no século III, sua vida seria profundamente examinada. Você teria que se mostrar digno do batismo por sua conduta.

Por nossa tradição anulamos a experiência neotestamentária do batismo. Querido cristão evite as tradições vãs dos homens e volte ao caminho antigo como certa vez alertou o profeta: “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para a vossa alma”.

Caminhará você no caminho antigo? Ou você continuará descuidadamente seguindo tradições forçadas, fixado na rotina de nossos antepassados?

Batismo Infantil – Tem raízes nas convicções supersticiosas que penetraram a cultura greco-romana, foi trazida à fé cristã no início do século II. No século V, foi substituído pelo batismo de adultos.

Aspersão Substituindo Imersão – Começou no final da Idade Média nas igrejas Ocidentais.

Batismo Separado da Conversão – Começou no início do século II como resultado da visão legalista de que o batismo era o único meio de perdoar pecados.

A “Oração do Pecador” – Foi inventada por D.L. Moody (1837-1899) e tornou-se popular na década 1950-1960 com o tratado Peace With God de Billy Graham e posteriormente com As Quatro Leis Espirituais da Campus Crusade for Christ.

Uso do Termo “Salvador Pessoal” – Foi disseminado por volta de 1805 por influência dos Revivalistas Fronteiriços e popularizado por Charles Fuller (1887-1968).

SEMINÁRIO CRISTÃO

A ideia de que um obreiro cristão necessita frequentar uma universidade cristã ou um seminário
para ser um obreiro legítimo é um pensamento inculcado. Que horror! Tão inculcado que quando
alguém sente um “chamado” de Deus para sua vida, ela ou ele está condicionado a buscar uma
universidade bíblica ou um seminário para preparar-se.

Tal pensamento não se ajusta bem com a ideia dos primeiros cristãos. Universidades bíblicas,
seminários, ou professores de escola dominical não existiam durante o tempo da igreja primitiva.
Tudo isso são invenções humanas surgidas muitas gerações depois que os apóstolos desapareceram.

Como então foram treinados os obreiros cristãos durante o primeiro século se eles não assistiram nenhuma escola religiosa? Indiferente ao treinamento ministerial de hoje, o treinamento do século I foi o comando manual em vez do estudo acadêmico. Foi uma questão de aprendizagem prática em vez de uma educação intelectual. Foi dirigida principalmente ao espírito em vez de ser dirigida ao lóbulo frontal.

Seminário Católico – O primeiro seminário teve início como resultado do Concílio de Trento (1545-1563). O currículo era baseado nos ensinos de Tomás de Aquino, uma mistura de filosofia aristotélica, filosofia neoplatonica e doutrina cristã.

Seminário Protestante – Iniciou em Andover, Massachusetts em 1808. Também foi construído nos ensinos de Tomás de Aquino.

Colégio Bíblico – Influenciado pelo revivalismo de D.L. Moody (1837-1899), os primeiros dois colégios bíblicos foram o Missionary Training Institute (Nyack College, New York) em 1882 e o Moody Bible Institute (Chicago) em 1886.

A Escola Dominical – Foi inventada por Robert Raikes na Inglaterra em 1780. Raikes não fundou a Escola Dominical com o propósito de fornecer instrução religiosa. Ele a fundou para dar uma educação básica às crianças pobres.

CONCLUSÃO

E aí.. aos poucos.. e sistematicamente.. o fervor, a unção, liberdade, alegria no Senhor, poder.. foram substituídos por rituais, preceitos de homens, engessamento, programas engabinetados, frieza, liturgia…………. E a Igreja do Eterno aqui na terra tornou-se isso que aí está!

Martinho Lutero, idealizador da “reforma protestante”, morreu ainda sendo padre católico. Ele apenas reformou algo já existente, mas não se desapegou de vários de seus velhos dogmas. Quando você reforma uma casa, você pode modificar algumas características dela, mas não muda suas estruturas. Pois foi isto que aconteceu na suposta “reforma protestante”.

Como cristãos, somos ensinados por nossos líderes a crer em certas ideias e nos comportar de determinada maneira. Temos a Bíblia, claro. Mas estamos condicionados a lê-la com as cômodas lentes da tradição cristã à qual pertencemos. Nos ensinaram a obedecer nossa denominação (ou movimento) e jamais desafiar tais ensinos.

(Neste momento todos os corações rebeldes estão aplaudindo e tramando usar os parágrafos anteriores para criar estragos em suas igrejas. Se este é o seu caso, querido coração rebelde, quero acrescentar algo especialmente para você.  Longe de recomendar que faça isso, meu conselho é: Deixe sua igreja silenciosamente para não causar divisões ou viva em paz com ela. Há uma grande distancia entre adotar uma postura rebelde e ficar do lado da verdade).

A verdade é que nós cristãos nunca colocamos em dúvida aquilo que fazemos. Pelo contrário, cumprimos alegremente nossas tradições religiosas, sem verificar de onde elas vieram. A maioria dos cristãos que afirma apoiar-se na Palavra de Deus nunca investiga se aquilo que faz a cada domingo tem base bíblica. Como sei isto? Porque se eles investigarem chegarão a conclusões bem incômodas.

“Mas o Imperador está nu!” Disse um garotinho. “Falou a voz da inocência!” Exclamou o pai; e cochichou para outro o que a criança dissera. “Ele está nu!” Correu de boca em boca. “Ele está nu!” Bradou finalmente o povo. O Imperador ficou envergonhado porque sabia que estavam certos; mas refletiu: “O cortejo precisa prosseguir!” Aprumou ainda mais o corpo, e os camareiros, solenes, continuaram fingindo segurar o manto real que não existia.” (Hans Christian Anderson)

A história mostra onde a consciência e a tradição se chocam, a maioria do povo de Deus vai atrás da tradição. Agora mesmo, a questão primordial é… Qual atitude você vai tomar?

Quem tem ouvidos para ouvir, OUÇA!

33 Comments

  1. Maycon Ribeiro

    Bom, estou lendo minuciosamente seu artigo, pergunto: vc vai postar aqui os que eu refutar?
    Pois tenho argumentos, que derrubam alguns pontos, outros de prática específica, penso que deveria se falar onde eles são praticados, para não passar a equivocada idéia que todos praticam tudo.
    Aguardo resposta.

  2. Daniel Willms

    Muito bom, o artigo desse site, me mostrou muitas coisas, além do que eu sabia, de paganismo cristão, obrigado.
    meu email: se você quiser enviar emails informando, novas postagens. daniel1996willms@gmail.com

  3. Bete Santos

    Gostei muito deste site que me foi apresentado pela minha amiga Nilva. Hoje estávamos falando sobre esses temas durante nossa reunião reunião das sextas feiras e agora encontramos nesses textos tudo que questionavamos. Creio que é esclarecimento de Deus.

    • Evangelho Perdido

      Olá, Bete.

      Fico muito feliz que o blog esteja clareando pontos de dúvidas no seu coração. Que nosso Pai termine a obra que Ele começou em sua vida nesse tempo!

      Um abraço carinhoso.

      Cris

  4. Obrigado…Eu realmente aprendi muito.

  5. Dorcas

    Concordo com o que vc diz acima, porém não consigo me decidir. Como sair da ‘minha igreja’ e ficar sem congregar? Para qual igreja devo ir? Fico triste de ver o rumo que a maioria das igrejas cristãs tem tomado. Não suporto tanto legalismo, rituais, politicagem, corrupção, nepotismo, materialismo, etc.

    • Evangelho Perdido

      Olá, irmã Dorcas.

      Acalme o seu coração. As coisas em nossa vida precisam sempre da direção de Deus. Não importa o que sabemos sobre a situação da igreja atual, pois a forma que Deus a vê e tratará com ela é que importa. Dentro dessas igrejas ainda estão a maioria da igreja verdadeira (pessoas que andam comprometidas com Cristo), portanto, não está “tudo dominado”. As coisas precisam ocorrer conforme a direção de Deus e do jeito Dele em nossa vida.

      Leia com atenção os dois artigos do link abaixo e aquiete seu coração.

      http://www.evangelhoperdido.com.br/category/o-que-e-igreja/

      Um abraço carinhoso.

  6. Raimundo Chaves

    Irmão seu estudo demonstra a apostaria litúrgica e é muito esclarecedor, mas é apenas a pontinha da pirâmide. O que me preocupa mais é a apostasia doutrinária pois ela fecha a porta da graça para o homem impedindo que este chegue à salvação. Tito 3:10 diz : “que o homem herege já está condenado”. Pedro diz que o herege nega o Senhor Jesus (Yeshua ) que nos resgatou. Todos beberam do vinho da ira da grande babilônia mãe das prostituições da terra. Portanto todos se contaminaram com doutrinas de demônios dispersada pelas igrejas católicas e evangélicas, uma vez, que os evangelhos pregados por elas são Ana temas. Portanto é necessário que aqueles que tiveram os olhos do entendimento iluminados pela luz do evangelho eterno através do Espírito Santo se unam em conferência e saiam dispersos à cumprir a ordem de Apocalipse 10:11 que diz: “importa que profetizou outra vez à muitos povos, nações, línguas e Reis. Irmão com todo respeito , aconselhar as pessoas neste momento a cultuar a Deus (Helorrin) isoladamente não é um bom conselho. A paz de Deus, o amor de Jesus e a comunhão do Espírito Santo está contigo. Amém

  7. Jefferson

    Boa noite cris.

    Qual o seu conselho em relação a participar de uma igreja? Frequentar seus cultos, práticas de louvores e etc? Existe alguma instituição que nao tenha nenhuma ritualidade? Ou abster de todas as igreja (instituição) de lado e virar um cristão ermitão?

  8. Boa noite, quando ao uso de sangue ou transfusões o que a Bíblia diz. O site JW diz que devemos abster-se de sangue, qual sua opinião com base no que a Bíblia diz?

    • Evangelho Perdido

      Olá, Ernesto.

      Vou pesquisar esse assunto com carinho para ter uma resposta para você. Ainda não estudei a questão.

      Obrigada por acompanhar o blog, viu?

      Abraço carinhoso.

  9. MAX ANTONIO SILVA DEUTSCH

    Há algum tempo fiquei confuso ao estudar a Bíblia e perceber que havia algo errado ou seja diferente do que se pratica hoje nas igrejas evangélicas e o que os cristãos primitivos praticavam, e quando leio um artigo como esse, percebi que Deus está realizando uma obra de libertação do seus, tirando da prisões dos dogmas, muito bom o seu artigo, esclarece e instiga a estudar mais.

  10. elizeu

    Muito bom! Estou aprendendo muito com artigos que o irmão publicou. Deus abençoe.

  11. Anderson de Paula

    Está tudo errado. Como faremos para prestar um culto agradável ao Redentor?

    • Evangelho Perdido

      Olá, Anderson. Vou dizer como:
      “Está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.
      (João 4:23,24). O culto agradável é um coração dependente de nosso Pai Eterno e de seu Filho poderoso. Onde você estiver, fazendo que estiver fazendo. Não importa o local, o grupo.. importa um coração TOTALMENTE DELE!

      Um abraço carinhoso.
      Cris

  12. R.Alves

    Olá ainda ficou pra comentar a apresentação de crianças, prática esta veterotestamentaria e o púlpito como local Santíssimo que o indivíduo não pode nem espirrar que é falta de reverência, tudo herdado do trono greco romano

    Valeu pela explanação

  13. Manoel R Alves

    Até então não há novidades para mim eu já sabia disso tudo e mais um pouco, valeu
    O povo só sabe aplaudir e ficar sorrindo, estudar que é bom : NADA

    Att. R .Alves

  14. Carla

    ola, li a matéria e achei surpreendente, eu ja tinha lido algo mas dessa forma ainda não, muito bom, agora tenho certeza da minha posição em Cristo. 🙂 mas logo abaixo vi algo sobre divorcio e fiquei na duvida. eu sou divorciada, meu ex-marido pediu a separação pq disse q queria viver a vida dele, a liberdade dele, mas depois apareceu com amante e mais tarde descobri sem mais nem menos q ele já tinha tido caso antes mesmo de pedir a separação, tudo veio a tona, e logo ele pediu o divorcio e se casou com a outra pessoa. Então entendi q havia sido traida e inocentemente achei q a separação fosse só pelas razões de má convivencia. Logo soube da traição. Na época fui muito julgada pela igreja, vivam esfregando na minha cara o versiculo da mulher virtuosa, fiquei com 2 filhos pequenos pra criar e só, ele me tirou tudo, tive q ir pra outra cidade, morar um tempinho com meus pais até arrumar minha vida e Deus tem me ajudado até hoje. Eu não me casei mais, isso tem 17 anos, Mas até hj tenho essa dúvida pq sempre ouço algo ou leio algo sobre isso e na dúvida prefiro não ultrapassar o sinal. MAs a pergunta é: qual a minha condição? o q Deus fala sobre mim? já recebi propostas de casamento mas não quis por medo tbm de ir contra Deus. Quem traiu foi ele, eu fui repudiada por causa da traição dele e sofri tanto por isso. Hj estou bem com Deus mas sempre me pergunto sobre isso. pode me responder?

    • Evangelho Perdido

      Olá, Carla. Obrigada por comentar no blog. Vamos analisar juntas o que a Palavra fala sobre o divórcio. Você quer apenas agradar a Deus e é tão zelosa em relação a isso que preferiu ficar sozinha. Com certeza Deus olha com muito carinho a sua dúvida, sua preocupação.. e eu desejo de todo coração que minha palavra sobre isso resulte em grandes bençãos, independentemente se você continuar sozinha ou não. Que Deus me use para tal.

      Veja as palavras de Jesus em Mateus 5:32: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério.” Não agrada a Deus que as pessoas se divorciem, quando no casal existiu fidelidade, o que não inclui o seu caso. Hoje em dias as pessoas estão se divorciando por qualquer motivo, mas isso não agrada a Deus. Você está livre para se casar novamente, se essa for a sua vontade, pois seu marido foi infiel e, nesse caso, cancelou automaticamente o compromisso que tinha contigo diante dos homens e de Deus.

      Por quanto tempo deve durar o casamento? A Bíblia diz em Romanos 7:2 “Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido.” Se não houver infidelidade, a vontade de Deus é que o casamento perdure até a morte.

      Claro que seria perfeito que seu marido se arrependesse, lhe pedisse perdão e você o perdoasse, restaurando o casamento. Mas você perdoá-lo é a vontade de Deus, mas não está obrigada a reatar com seu marido se não quiser mais, pois ele rompeu o compromisso com a infidelidade.

      Se um dos esposos se divorcia por outra razão além de adultério, ambos devem permanecer solteiros. A Bíblia diz em 1 Coríntios 7:10-11 “Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.”

      Outra coisa importante. O fato de estar casado com uma pessoa que não crê em Deus não é razão suficiente para se divorciar. A Bíblia diz em 1 Coríntios 7:12-14 “Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela. E se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.”

      Espero ter ajudado você em relação a essa questão. Desejo que você encontre um homem de Deus que a leve para mais e mais perto do nosso Pai. E que seja um contigo até vocês tornarem idosos, com companheirismo e muito amor. Sua fidelidade pode tornar isso real, se essa for a sua vontade.

      Estou às ordens.

      Um abraço carinhoso, viu?

      Cris

      • Petronio

        Gostaria de complementar essa resposta tendo em vista o que Jesus fala em Marcos 10: 2-12. Jesus é incondicional ao falar que quem se divorcia e casa-se novamente comete adultério (considerando o cônjuge vivo), ou seja, pela vontade de Deus que os uniu, ninguém pode separá-los pois são uma só carne, mesmo que o divórcio tenha acontecido devido a um adultério.
        Ao meu ver nessa passagem, o que Deus permite é a separação por não ser mais possível conviver juntos, mas cada um deve viver sozinho, do contrário estará cometendo adultério. Como a Cris comentou, se um dia houver arrependimento as partes devem se perdoar, pois é nossa obrigação como cristãos, mas já não somos obrigados a voltar a viver juntos.

  15. dimitrius

    Gostei do teor de seu comentario eu conheço a fonte da qual se baseou seu argumento comentava com um irmao que deveriamos fazer algo para marca nossa geraçao em relaçao ao sincretismo paganismo cristao que permeia se todas quase todas as instituiçoes pseudo crista gostaria nao de uma reforma mas uma retomada aos principios da forma e da formula da igreja primitiva a paz

  16. Di Oliveira

    Olá, por favor, gostaria de uma explanação a respeito do divórcio…visto a Bíblia não dá respaldo, isto é, o divórcio não é da vontade de Deus.

    Deus o abençoe.

    • Evangelho Perdido

      Olá, Di. Obrigada por comentar no blog.

      Por quanto tempo deve durar o casamento? A Bíblia diz em Romanos 7:2 “Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido.” Cristo reconhece somente uma razão válida para o divórcio. A Bíblia diz em Mateus 5:32 “Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério.” Não agrada a Deus que as pessoas se divorciem, quando no casal existiu fidelidade. A Bíblia diz em Malaquias 2:14-16 “Todavia perguntais: Por que? Porque o Senhor tem sido testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, para com a qual procedeste deslealmente sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. E não fez ele somente um, ainda que lhe sobejava espírito? E por que somente um? Não é que buscava descendência piedosa? Portanto guardai-vos em vosso espírito, e que ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel, e aquele que cobre de violência o seu vestido; portanto cuidai de vós mesmos, diz o Senhor dos exércitos; e não sejais infiéis.”

      Se um dos esposos se divorcia por outra razão além de adultério, ambos devem permanecer solteiros. A Bíblia diz em 1 Coríntios 7:10-11 “Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.”

      Outra coisa importante. O fato de estar casado com uma pessoa que não crê em Deus não é razão suficiente para se divorciar. A Bíblia diz em 1 Coríntios 7:12-14 “Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela. E se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.”

      Espero ter ajudado você em relação a essa questão.

      Não deixe voltar. Um abraço.

      • welinton

        Bom dia!!!
        Mas, meu amado irmão, DEUS odeia o divórcio (ML.02.16) e existe só por causa da dureza do coração(Mateus 19.8)..ou seja, o coração duro, de pedra, não se arrepende, ou seja, não há espaço p/ DEUS trabalhar devido a tamanha dureza. É como fariseu hipócrita, cheios de si…Não existe espaço p/ arrependimento e só querem alimentar a própria carne e satisfazer os próprios desejos, por isso rola o divórcio.

        Agora, novo casamento, de acordo com (Marcos 10.11-12), Ele respondeu: “Todo aquele que se divorciar de sua mulher e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério contra ela.
        E se ela se divorciar de seu marido e se casar com outro homem, estará cometendo adultério”), tanto faz quem cometeu adultério ou não, estara cometendo adultério caso case novamente. Agora existem pessoas que estão dispostas a pagar o preço e ser realmente um discípulo de Jesus (Lc.14.15-34) e tem pessoas que não estão dispostas a pagar esse preço.

        Não concordo com um novo casamento, pois me separei da minha esposa e não queria vê-la nunca mais, tamanha a raiva que ela me fez. No entanto, quando compreendi a Palavra, vi que não poderia me casar de novo e pedi para DEUS restaurar o meu casamento e ELE fez isso e posso dizer que valeu e vale a pena, mas pedi p/ ELE mudar o meu coração que estava muito duro e DEUS fez a obra e a perdoei e ela me perdoou, mesmo eu tendo ficado com outras mulheres.

        No entanto, creio que DEUS perdoa, mesmo as pessoas que estão em um segundo casamento, pois a graça e misericórdia de DEUS (Tg.02.13b) são maior que o juízo.

        Abraços!!!

  17. Graciano Elioenai

    Muito bom!
    Gostaria muito de trocar ideias com o administrador do site, se possível me mande um email.

    • Evangelho Perdido

      Olá, irmão Graciano!
      Que bom que comentou no blog. Será sempre muito bem-vindo. Para entrar em contato direto comigo mande e-mail para crismolulo1905@gmail.com. Terei sempre muito prazer em lhe responder e trocar ideais. Um abraço. Cris

  18. Estou amando os estudos

  19. Natatchka P.Souza duboc

    gostei do seu estudo muito proveitoso.Tenho muitas dúvidas com relação ao batismo, pode ser em nome da trindade, pai, filho e espirito santo?? Já ouvi dizer q em algumas igrejas as pessoas tem q jurar fidelidade ao ministério e durante o batismo. Esse tipo de batismo vale??E quanto as crianças com q idade devemos batiza-las??

    • Evangelho Perdido

      Olá, Natatchka!
      Desculpe a demora. É que eu estou em viagem. Você será sempre bem-vinda ao blog, viu?
      O batismo deve ser apenas como os primeiros discípulos faziam: Em nome de Jesus apenas. Pode ser em qualquer lugar com água em quantidade para a pessoa imergir. E também pode ser feito pela pessoa que a evangelizou, no momento que a pessoa entregou o coração a Cristo.

      Não deve jurar fidelidade a ministério nenhum. Isso não é bíblico.

      Eu aconselho que a idade mínima para o batismo seja aquela em que a pessoa tenha total consciência de sua decisão. Falo por experiência própria. Me batizei com 11 anos e não tinha a menor ideia do que estava fazendo. Só queria entrar no tanque batismal. Uma simples conversa é possível saber se a criança está preparada e entendendo o que está fazendo. Se tivessem me perguntado claramente o que eu entendia sobre aquele ato, veriam que eu não estava preparada. Tanto que parei de freqüentar igreja dois anos depois do batismo, só retornando 13 anos depois.

      Espero ter esclarecido esses pontos pra vc. Estarei as ordens.

      Abraço.

      Cris

      • Natatchka P.Souza duboc

        obrigado pela resposta…

  20. Luiz Fernando

    Olá Cris Molulo

    Boa noite

    Em Efésios 4:11 fala de dons conforme Efésios 4:8 e nunca de títulos. Nenhum cristão tinha o título de pastor.

    Um abraço e felicidades

    Luiz

    • Evangelho Perdido

      Eu sei, caro amigo Luiz. Pois é justamente disso que trata este trecho do artigo. Fizeram de um DOM um cargo, um título.

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